quarta-feira, março 10, 2010
segunda-feira, março 08, 2010
sexta-feira, março 05, 2010
com mais dois filmes enchi os últimos dias de bom cinema. o último (Welcome) inquietante, poderoso, sem floreados, história de emigração e amor, a cereja no topo do bolo.
as últimas 15 páginas do Hemisfério Pessoal (o tal de que não me lembrava) aguardam que o sono não me vença quando me deito. fiquei com uma enorme vontade de conhecer a Turquia, o Afeganistão (o mais desolador dos desolados, o mais arcaico, assustador e tribal..), a Nova Zelândia. Numa viagem só. 3 meses chegavam-me. (risos).
e esta chuva que já me anda a mexer com os nervos e a boa disposição começou aos poucos a dar lugar a uma irritabilidade silenciosa...definitivamente, prova da minha incapacidade de viver em países cinzentos.
eric rohmer na Harmonia, terá público? os fins de semana de turno para ela que me deixam desesperada, já não tenho vontade ou grande prazer, dramatizo, e penitencio-me mas...que fazer quando o amor acaba? preciso dela mas já não quero viver com ela, para quando o divórcio?
voz off [o bom humor é dádiva que a intervenção humana dificulta. resta-nos a capacidade de preservação, e aprender o jogo de cintura que nos afasta da angústia].
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quarta-feira, fevereiro 24, 2010
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
segunda-feira, fevereiro 08, 2010
ser artista em Portugal é...dureza

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sexta-feira, janeiro 29, 2010
dá-me poesia no quarto branco com flores
de perfumes silvestres
quero a poesia que me deste
porque ela é minha por força
do que se deseja assim
dá-me flores meu amor
rôxas, brancas e amarelas de planície
dá-me a poesia toda dos dias que eu quero
verdadeira e vital e única
eu
no teu desejo de mim
dá-me o perfume de espaços também
não sou esquisita de gostos
quase amo toda a poesia
antes fosse ela escrita só para mim
dá-me tudo como se fosse acabar o mundo
daqui a um segundo apenas, meu amor
não te irá pesar de mo teres oferecido assim
se eu sou igual a ti e tu não sabes
dá-me o teu hálito perto da minha face
o teu olhar a olhar perene o meu olhar
deixa-me em silêncio contemplar (te)
quero que me tragas e trazendo-te até mim
dir-te-ei tudo o que não posso ainda dizer-te, não.
irás perder-te no meu toque no meu afagar
e
colar-te-ei se eu te quebrar
ne eternidade das coisas que ainda não são
presente ou futuro, quem nos dirá?
seremos juntos o mar e as ondas da manhã.
JAN 2010
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terça-feira, janeiro 19, 2010
quarta-feira, janeiro 13, 2010
sexta-feira, dezembro 04, 2009
Lua Cheia
Em noite de lua cheia,
quando as ondas do mar são mansas
e nelas me enrolo,
sonho com sereias estranhas,
muito belas e sensuais.
Em noite de lua cheia
as árvores, servilmente curvadas,
abraçam-me, e insolentes, sussuram-me palavras obscenas.
Em noite de lua cheia,
os homens correm aflitos,
em busca de agripinas insaciáveis.
Na minha noite de lua cheia,
adormeço tranquilo,
nos braços de ninguém.
Luís Ramalho, Set/2009
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segunda-feira, novembro 16, 2009
sexta-feira, novembro 13, 2009
terça-feira, novembro 10, 2009

INAUGURAÇÃO 10 de Novembro '09 às 18h30
VISITA GUIADA 11 de Dezembro '09 às 18h30
com Nuno Ramalho, Renato Ferrão e Bruno Marchand (autor do texto do catálogo)
Exposição patente até 22 de Janeiro '10 de Quarta a Sábado das 15h00 às 20h00
Edifício Soeiro Pereira Gomes (antigo Edifício da Bolsa Nova de Lisboa)
Rua Soeiro Pereira Gomes, Lte 1- 6.º A / C / D
Bairro do Rego / Bairro Santos
1600-196 Lisboa - Portugal
T - 217803003 / 04 F – 217958189 E – geral@fundacaocarmona.org.pt
Metro: Jardim Zoológico, Praça de Espanha, Cidade Universitária
www.fundacaocarmonaecosta.pt
segunda-feira, novembro 09, 2009
quarta-feira, novembro 04, 2009

Lévi-Strauss influenciou de forma decisiva a filosofia, a sociologia, a história e a teoria da literatura.
domingo, novembro 01, 2009
quarta-feira, outubro 28, 2009
estará de volta? http://ohomemqueanda.blogspot.com/
eu gostava, e muitos gostavam, mas o gajo é esquisito...
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terça-feira, outubro 20, 2009
segunda-feira, outubro 19, 2009
"sábado, 17 de outubro de 2009
Os editores que matam as livrarias tal como Caim matou Abel.
Dia 19 de Outubro é o dia em que o novo livro de José Saramago, Caim (Editorial Caminho - Grupo Leya), é posto à venda nas livrarias - assim foi comunicado aos livreiros e assim é divulgado no blog da revista Ler http://ler.blogs.sapo.pt/517769.html. No entanto, parece que não há nenhuma livraria no Alentejo que já tenha recebido o livro para ser posto à venda na 2ª feira. Mas, a Fonte de Letras presta aqui um serviço extra aos seus clientes, dizendo que hoje, dia 17, o livro já está à venda no Pingo Doce de Montemor, e provavelmente em muitos outros supermercados. Às vezes os desígnios dos criadores são difíceis de entender! "
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revisito o EP acima, porque gosto de revisitar, reviver, lembrar, escutar over and over again..e quanto mais o re-escuto, mais gosto dele. uma espécie de vontade de contrariar as novidades que todos os dias aparecem por aí. canções lindas. continua a ser a banda que melhor me enche as medidas. as letras, a voz, a melancolia, a música, são eles a tocarem bem. About Today, do mais tristinho, mas tão bela que até dói. e o mais estranho é que...não.
em breve irei "abrir outro ficheiro na net", com outro nome, outra cara, e mais escritas. em breve enviarei um mail aos amigos. se bem que...os meus em breves são por vezes lentos. in the mean time....
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domingo, agosto 30, 2009
......
acabei de saber que alguém que conheci dos tempos da universidade, esses tempos da universidade...morreu. baque. bum. o quê..?!....a minha idade, mais coisa menos coisa...e por ser quem foi, a grande paixão da minha doce Sónia....imagens, imagens em flash, telefonei para longe contei a uma amiga, o que dizer senão em exclamação, parece que foi há tão pouco tempo que o encontrei, estava bem. Estar bem é condição para deixar de se estar bem e morrer de cancro quando menos se espera. Amanhã vou escrever-te.
......
fruta passajada em especiarias aquecidas com sumo de laranja e mel. para adoçar a alma em noite morna de dia quente.
domingo, julho 26, 2009
domingo, julho 12, 2009
Sr. Zé
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“Menina Sílvia, menina Sílvia…” chama o homem de negro sentado na mesa do café arrastando o Síííl, devagarinho e docemente, para a mulher atrás do balcão, ela escuta-o e desvia o olhar na sua direcção. “Está boa menina Sílvia, como está?” e o tom dele quase de súplica, olhar que clama por dois segundos de atenção, menina Sílvia, como os miúdos meigos quando anseiam que reparem neles. “Olá Sr. Zé” respondeu ela num sorriso, secando as mãos com um pano húmido, igual ao seu cabelo, suado e sem forma, levantando a cabeça para conseguir vê-lo melhor por detrás do balcão, “ Como é que está Sr Zé, está bom?” pergunta-lhe com simpatia e atenção feminina.
O Sr. Zé terá os seus setenta ou mais anos, está sozinho no café comendo um bolo e deve ser cliente habitual, a julgar pela forma como ele e a empregada se cumprimentam, o trato familiar e amigo dela, o jeito contumaz de a chamar, dele. Lembrei-me de algumas situações, não muitas é certo, que me aconteceram nos lares que visito, quando um idoso se aproxima de mim com desejo que nele repare, que lhe dê atenção, falando atabalhoadamente com receio que eu desapareça depressa, sorrindo-me muito com um olhar que me transporta para a imagem de alguém que assimilou muito pouco o uso da contemplação, um olhar muito pequenino e venturoso, risonho, de quem não levou a vida demasiado a sério ou cogitado muito sobre ela sequer, um olhar de quem está cá para o que der e vier, e ali está comigo e mal sabe quem sou, mas sorri porque sou visita, porque sabe que fui vê-los e onde vivem e eu num instante célere a olhar de volta para ele, olho no olho, sorrindo também e divisando como bom seria acabar assim os meus dias, de olhar miudinho e feliz em vida solta, subtraída de reflexões excessivas e pressupostos redundantes, de sonhos que voaram alto e se perderam na eternidade.
O Sr. Zé faz-me lembrar os velhotes que se sentam o dia todo na sua cadeira — possivelmente cada um tem a sua cadeira e não há muita coisa que possa ser apenas sua lá dentro — contemplando os repetitivos gestos do quotidiano das auxiliares que lhes dão de comer, os lavam, os deitam ao lado uns dos outros nos entardeceres transformados em noites. Ali, encostados na parede branca junto da grande e sonora televisão que eles nunca miram, querem lá eles saber da televisão, o olhar perde-se longe no vazio, na sombra da memória, na linha do chão, na espera. Em alguns é imensa a vacuidade, transborda indisfarçada no seu olhar triste, deixa-me inquieta, comovo-me e tento não pensar, preciso afastar dali a mente e a minha comoção, tento representar o meu papel, sou simpática, não sei que lhes dizer mais para além das frases feitas do costume, fico embaraçada enquanto sorrio e tento disfarçar o que sinto, porque me sinto falsa e eles querem lá saber das minhas perguntas “Gosta da comida, Sr. Manuel?” ou “Foi bom o almoço D. Joana?”, que eu sei que eles vivem para comer, é uma hora importante do dia a hora das refeições, é o seu ponto alto de manhãs e tardes quase sempre iguais, quase sempre na mesma cadeira em frente ou ao lado da grande televisão ignorada, quem dera gente na vez da televisão, as vozes estrepitosas dos filhos ou dos netos…visitas são bem poucas as dos meus amigos conformados e tristes, alguns, que outros há alegres, e de namoro novo, adoro esta parte da coisa, quando me contam que a D. Joaquina e o Sr. Francisco começaram a namoriscar lá no Lar e dão-se muito bem, passaram a viuvez de outro modo, que a maioria deixa de viver quando o companheiro morre porque parece-lhes mal que se divirtam as viúvas, são de antiga muito antiga geração, uma omnipresente e pesada lei costumeira impede-os de deixarem o preto do luto para voltarem a ir nas excursões, a colaborar nos preparativos das festas, a dançar no bailarico dos santos.
O Sr. Zé, no café, já choramingou enquanto eu escrevo, quando uma senhora dele se aproximou e ali ficou um pouco a conversar acerca da recente morte da sua esposa e sobre as suas noites passadas sozinho, mas deixe lá Sr. Zé não pense nisso, e fique em sua casa fique em sua casa enquanto puder, não deixe a casa Sr. Zé, está lá melhor ainda que sozinho, não lhe parece? Não pense muito nisso. Que o melhor é não pensar muito nisso, Sr. Zé.
sábado, julho 11, 2009
quinta-feira, abril 09, 2009

A sala estava muito pouco povoada, espectadores novos lado a lado com espectadores menos novos, como me confirmou ter sido assim no concerto de 2008, uma colega a quem enviei o mail: hoje passa um documentário de Leonard Cohen no cineclube vou ao fim da tarde/ vais?/ sim, vou/ encontramo-nos lá então/obrigada por me avisares.
sábado, março 07, 2009
segunda-feira, março 02, 2009
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
Good Fellas

Stauffenberg foi um oficial nazi descontente com o rumo que o seu país tomara nas mãos de Hitler, tornando-se adverso à ideologia dominante, comprometido por uma guerra que desejava não ver continuar e preocupado em limpar a imagem da sua pátria corrompida por valores que não eram mais os seus, amorais, imorais, embaraçosos. Teve a coragem de assumir uma posição contrária, juntamente com outros que com ele urdiram um plano para pôr termo à vida do Führer.
Escolher por boicotar e derrubar um regime como o nazi, foi concerteza uma opção difícil, complexa, corajosa. Um regime visceralmente hierarquizado e controlado, de homens submissos e desconfiados, silenciosos, alguns genuinamente leais, outros habilmente persuadidos, outros ainda, inquietantemente fingidores. Encontrou determinação para, colocando a sua vida em risco, intentar contra a vida de Hitler e seus camaradas, e assim repor a dignidade de uma pátria enxovalhada aos olhos do mundo aliado.
Isto responde à questão inicial, se pensarmos que os princípios deste oficial, permaneceram quando deles necessitou para ser um homem, e não um rato.
Os valores de uma pátria conservadora mas guiada por elevados padrões de moral, de ética, sobretudo, terão condicionado a sua opção. Ser leal a estes princípios foi uma certeza num determinado momento da sua vida, da vida dos seus colegas de conluio, culminando na derradeira tentativa de matar Hitler, tomar o poder, aniquilar as SS, repor uma nova/velha ordem social e moral. Mostrar aos Aliados que nem toda a Alemanha pensava e agia do mesmo modo, foi acto de grande coragem, sem no entanto podermos afastar a hipótese de, na iminência de Normandia e estando cientes dela, também esse acto conter em si mesmo, o temor de represálias e sobretudo, da vergonha.
Aqueles aristocratas e oficiais, políticos e funcionários, foram concerteza mais homens que muitos homens que ainda hoje vamos vendo por aí…a fazer de homens, pois desconhecem a sua verdadeira identidade: sendo ratos.
terça-feira, dezembro 16, 2008
quinta-feira, dezembro 11, 2008
segunda-feira, dezembro 08, 2008
domingo, novembro 30, 2008
sexta-feira, novembro 28, 2008
o ocidental mundo entediado
com mil imagens vai brincando inebriado
no ocidental mundo desinteressado
mais um brinquedo novo é inventado
do ocidental mundo equivocado
tiram-se imagens de mil ângulos "estudados"
onde encontras as legendas que se perderam
deste ocidental mundo fotografado?
há um ocidental mundo transformado
só em palavras livros mãos razão amor.
há um negativo eternamente revelado
do ocidental mundo
não-sonhado
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quarta-feira, novembro 19, 2008
“Entre les murs” é um daqueles filmes com um ritmo cativante, fixei o olhar na tela, presa aos diálogos incessantes entre o professor de francês e os putos na sala de aula, as reacções deles, a agressividade doce, a esperteza, a luta do gato e do rato, a distracção final do professor.
A determinada altura, senti-me cansada, foi quando me coloquei do lado do professor, a sua constante tentativa de impor disciplina e chamar a atenção sobre as matérias, as respostas provocatórias recebidas, o barulho e movimentos ininterruptos naquelas cadeiras…
Houve momentos em que me senti do lado deles (as), sentada na cadeira a olhar o professor enquanto punha os pés na cadeira do colega da frente, a mão na cara, tombada para o lado, a reparar nos olhos bonitos dele e a rir-me da piadola vinda do colega corajoso lá de trás…
A graça do filme vi-a na forma como somos transportados lá para dentro, dentro deles todos. E como é tão mais fácil entender quando entramos pelos outros adentro. Isto, se quisermos entender.
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terça-feira, novembro 18, 2008
domingo, novembro 02, 2008
terça-feira, outubro 28, 2008
voltas ao passado
quando o corpo te empurra
o retorno ao ecrã
em branda cadência
de escritas leves e leitura vã
sabes que não volta
o tempo que te leva
não vai voltar
há estranhos sonhos
a tocar ao de leve
no real
e suavemente sob os pássaros, sob o sol vermelho
o corpo tomba em morte idílica
suavemente sobre o mar
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quarta-feira, agosto 20, 2008
segunda-feira, junho 16, 2008
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Colecção: Testemunhos
Assírio & Alvim - 2007
Tradução: José Gabriel Flores
Formato: Edição Brochada ISBN: 978-972-37-1202-5 Preço de Capa: 22€ Preço assirio.com: 19.8€
segunda-feira, maio 12, 2008
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
terça-feira, janeiro 29, 2008
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Há uma estrada que leva a nenhum lugar
Onde se encontra o que ninguém procura
Feita de névoa onde deambulam corações
Buscando brilho onde a noite é a mais escura.
Há uma roleta onde se trocam emoções
Outrora mesa de um jogo sem risco
Calha na sorte um medo sem norte
Uma palavra, uma frase. Tontura.
Se branco ou negro o devir que é lançado
Se mais Força que fraquezas, mistério vão
Quando se solta na mesa o mágico dado
Dão-te milagres que ofuscam a Razão.
quarta-feira, janeiro 09, 2008
quinta-feira, dezembro 06, 2007
Passover
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This is the crises I knew had to come
Destroying the balance I'd kept
Doubting and settling and turning around
Wondering what will come next
Is this the role that you wanted to live
I was foolish to ask for so much
Without the protection and infancy's guard
It all falls apart at the first touch
Watching the reel as it comes to a close
Brutally taking its time
People who change for no reason at all
It's happening all of the time
Can I go on with this train of defense
Disturbing and purging my mind
I count up my duties, when all's said and done
I know that I'll lose every time
Moving along in our God given ways
Safety is sat by the fire
Sanctuary from these feverish smiles
Left with a mark on the door
Is this the gift that I wanted to give
Forgive and forget's what they teach
I'll pass through the deserts and wastelands once more
And watch as they drop by the beach
This is a crises I knew had to come
Destroying the balance I'd kept
Turning around to the next set of lies
Wondering what will come next
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terça-feira, dezembro 04, 2007
quinta-feira, novembro 29, 2007
out - of - control

desespero
Ian Curtis retratado em película com preto e com branco e com brilhante representação - para mim, o melhor do produto final - do actor Sam Riley (hum, hum..).
angústia
Joy Division e arrepiozinho na pele, ou pele de galinha. Não sei porquê. A voz? O tom da voz? (de novo, as vozes..).
escuridão
sim. Porque não? Ela está lá. Não há luzes ao fundo do túnel.
tristeza
de triste ser a noite onde não adormecem os nossos fantasmas.
loucura
sem controlo.
vida
também.
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sexta-feira, novembro 16, 2007
segunda-feira, novembro 05, 2007
o regresso mui aguardado.
.... inequívocamente BOM, será.

quinta-feira, outubro 04, 2007
"Cantaremos Adriano" é um disco de homenagem a Adriano Correia de Oliveira, e catorze são as vozes que reinterpretam canções suas. “(…) “Manuel Alegre, um dos seus colaboradores mais próximos em poesia e cumplicidade – são da pena de Alegre “As trovas do vento que passa” e todos os poemas de “O canto e as armas”(1969) – destaca no dvd que integrará também “Adriano Aqui e Agora” que “foi ele o primeiro a cantar os versos proibidos. Foi o mais corajoso. O primeiro a pôr-se em causa perante o regime”. O homem que fez frente à ditadura e que se entregou de corpo e alma à revolução depois do 25 de Abril é o Adriano que melhor se conhece. (…) Como aponta Henrique Amaro (o radialista director artístico do projecto), ancorando no poema que Manuel Alegre dedicou ao amigo, onde se lê “ Era a tristeza dentro da alegria / era um fundo de festa na amargura”, em Adriano Correia de Oliveira “tudo é feito em dualidade, nada é fixo”. (…) “O Adriano foi o grande amigo do Zeca Afonso. Criaram um estilo novo, que foi o pontapé de saída de uma nova música portuguesa”, destaca Arnaldo Trindade [fundador do Orfeu, a editora onde Adriano gravou toda a sua obra]. “Foi cantor, compositor e letrista e, além disso, trouxe novos valores à editora” (Francisco Fanhais, José Niza, Sérgio Godinho, Fausto). (…) É este Adriano Correia de Oliveira que urge conhecer. O de que Arnaldo Trindade fala nestes termos: “Jacques Brel e Juliette Gréco são ícones que transformaram a música dos seus países, o Adriano e o José Afonso fizeram o mesmo em Portugal”.
(…) Vinte e cinco anos após a sua morte, em Avintes, nos braços da mãe, vítima de hemorragia esofágica (aos 40 anos), os que não o acompanharam no seu tempo vêem dele pouco mais que sombras esbatidas. “ Adriano Aqui e Agora - O Tributo” pretende que as sombras se desvaneçam para que o retrato real se revele. Para que Henrique Amaro não tenha que perguntar a si mesmo: “Num país tão precário de sonho e ambição, como é que se mantém esquecida a obra de Adriano?”.
(…) Não são necessárias comemorações ou homenagens públicas. Basta ouvi-lo. Basta ouvir-lhe a voz e a poesia que canta. Não somos nós que o dizemos, foi o que constataram ou confirmaram aqueles* que participaram em “Adriano Aqui e Agora - O Tributo”. Catorze vozes, às voltas com a música de Adriano Correia de Oliveira, a descobrir para hoje o que hoje esquecemos”.
terça-feira, setembro 18, 2007
Dormi na beira do rio junto aos sons
De pássaros mil desatentos que brincavam
Sonhei os espantos escondidos das serras
Fervilhantes águas transparentes a cantar
(vi os teus olhos cobertos de cores eternas)
Trouxe de longe uma semente pura, luz
Para plantar um amor respigante e doce
Na sombra o anseio vil de que me afasto
Há trigais juras - eternas - em teu regaço
Vi terra húmida e verde e forte
Rios correndo num pranto doce
Até ao mar que emprenham quente
Deixando bermas de acaso e sorte
Foi desencanto já não é maior
Nem cresceria com tal esplendor
São rios, serras, amor e sorte
São vidas escritas em dor com cor
E o vento calmo que me acordou
Veio na aurora de fugaz durar
O tom perfeito da tua voz, soprou
Por entre os vales até me achar
Évora, 12 - 18 Setembro 2007
sexta-feira, agosto 17, 2007
José Cid e o sentido da Vida
[Essa felicidade é contagiante, A. Só tu para me fazeres rir desta maneira e me deixares lamechas ao ponto de escrever isto num blog.
Canta, continua a cantar desafinadamente e a rir do outro lado da linha, é isso e apenas isso que importa e nada, mas nada absolutamente mais, amiga. Quais criancinhas a morrer de fome em África?!( não me 'livro' desta ironia irritante, pá..)
Hoje morreu alguém próximo. Lembrei-me da Sónia e a tristeza veio. Mas a tua canção, e esses pés em cima da secretária - que imagino descalços, certo? - afastam a sombra, a nebulosidade do trágico. Tenho a certeza que ela se riu bastante nesse ponto. Se essa tua beatice pegasse, não me importava de ser contaminada. Mulher, que leveza!, e não te vejo há muito. Olha, quando eu morrer, lembra-te deste dia e da tua voz a desafinar no fim, lembra-te do brilho dos meus olhos do lado de lá da linha e da distância que (nunca) nos separa, lembra-te da cor da felicidade nos segundos que durou a tua imitação fraquita de um qualquer cançonetista ligeiro da nossa praça! Pode ser? E descobrir entretanto que a felicidade se pega através das ondas invisíveis de telemóveis de segunda geração, já me fez ganhar o dia.
Ah...e também descobri entretanto, que os The National são patéticos e sublimes, porque li isso algures, e se calhar é verdade. E passo a citar, porque não resisto, e porque eles são (não são nada, mas enfim!) o meu José Cid:" Estamos cheios de merda o tempo todo. Mas isso também é honesto, ser absurdo e ser estúpido. Se uma canção for demasiado séria e auto-obssessiva, paramos logo com ela e dizemos: 'Isto não tem suficiente estupidez, isto não tem suficientes patetice e tontice honestas"'. Pôrra, pá! Sinto-me em sintonia perfeita com estes tipos!! Sublime e patético.
E para acabar, deixa-me que te diga: vai ligando, miúda! :)]
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quinta-feira, agosto 16, 2007
Náufrago: em tua
Náufrago: em tua
vida oculta
se anuncia a luz.
Desenterrada
da sombra
uma nova alegria.
No silencioso ar
gritam os mortos
é aqui a terra.
Mas teu rosto
quebra o tédio imutável
o obscuro dialecto.
Despertas-me, escuto
o mar, o vento,
transparente como a noite.
Na semente dispersa
brota a memória
de uma dócil casa
conhecedora já
dos dramas do universo.
AMG, Canções com palavras, Gótica, 2002
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terça-feira, agosto 07, 2007
Um torpedo chamado National
A confirmação de que, pelo menos para mim, estava a ser uma desilusão. Já tinha imaginado que pudesse não ser tão magnífico ou memorável como o concerto que pude ver deles em Maio, em Berlim, durante o qual me emocionei verdadeiramente. Músicas como o Fake Empire, Soho Riots ou About Today tiveram uma leveza e, ao mesmo tempo, uma consistência que não sou capaz de explicar em palavras. Mas sei que foi muito diferente das versões atabalhoadas que vimos no Sudoeste. Adoro a banda como há muito tempo não adorava uma banda ou artista, mas sou incapaz de escrever ou pensar coisas como «não se ouvia a voz, ele esqueceu-se das letras mas foi muito bom». Não foi - pelo menos para mim. A banda (os outros rapazes) estiveram geralmente bem, mas o nosso amiguito (que entrevistei horas antes do concerto, numa conversa em que o homem não podia ter sido mais simpático, empático ou disponível) estava noutro sítio qualquer. Não se trata apenas de cambalear, isto ou aquilo. Não se ouvia a voz (culpa do som daquele palco, naquela noite, também), não intervinha entre as canções (o guitarrista tentou substituir-se-lhe mas o microfone nem parecia ligado), «fugiu» na última música, arruinou a «About Today», que é tudo menos música para risadinhas. Safaram-se as mais eufóricas e extrovertidas porque, enfim, vivem mais da adesão e do delírio populares do que da performance do vocalista. E esse foi o único aspecto perfeito da noite: o pessoal que estava lá para vê-los, cantá-los, senti-los. Eles, os fãs, deram tudo; os National, ou em particular o Matt Berninger, não. E não deve haver ninguém a quem custe mais escrever isto do que a mim. Até derramei duas ou três (pronto, quatro) lágrimas com a decepção que senti. Estou a falar o mais a sério que posso. Se calhar o concerto não foi desastroso, mas para aquilo que gosto da banda, e para aquilo que já tinha visto deles, ficou muito aquém das minhas expectativas (que nem eram assim tão altas, como tentava explicar ao moonshiner antes do espectáculo). Espero que cá voltem e que o menino beba menos. Sim, ele é conhecido por dar-lhe na pinga, mas tende paciência. O gajo em Berlim bebeu, em palco, uma garrafa de vinho e no final do concerto ainda se lembrava do nome. Preferia ter apenas falado com eles e ter-me conservado naquele estado de histeria de fã / deslumbramento / euforia por estar ali rodeada de gente que adora aquelas canções.
Não guardo boas memórias do concerto em si, mas de tudo o que se lhe antecedeu. Adorava ter visto o concerto que o João Bonifácio relata hoje no Público. Aliás, vi mesmo – mas em Berlim, não no Sudoeste. No entanto, fico contente por pessoas por quem muitíssima estima tenho, como o senhor Cristiano, Dona Leonor ou Mestre Moonshiner, terem gostado. É que prefiro pensar que sou eu a esquisita, do que acreditar que o concerto foi assim, como foi. (...).




























