diário de uma viagem a quatro
depois da prainha, papinha, andámos sempre esfomeadas, longas horas sem comer e depois ficávamos a dar para o esganadas....eu nem por isso, vá-se lá saber. fomos petiscar na Mesa do Capitão, em Alvor. eu simpatizei com o "ar" de um dos simpáticos empregados, o rapaz fez-me lembrar o Ruppert Everett , ar meigo. pedimos ameijoas, salada de polvo, salada russa com camarão, e agora não me lembro da outra coisa (?) mas estava tudo bom, em especial as ameijoas. tudo bem servido, no fim uma sobremesa para dividir pelas 4, merengue de morango, nham! os senhores ofereceram-nos uma bebida para a despedida, bem bom este fim de tarde. a seguir lojinhas, gastar dinheiro à grande e sem tino, eu com umas havainas douradas lindas, e logo a seguir as outras irresistíveis, a Marina com um vestido novo, a Ana com um vestido novo e a Sandra, comprou um lenço (quem diria, um lencinho apenas, hein?) esta foi a parte estranha da coisa, havia quem de nós não pensasse em comprar nada por estes dias e acabou com 2 pares de sandálias! puxa pá, é difícil resistir à oferta das lojas algarvias, that's for sure..fomos para casa já tarde, prepararmo-nos para uma noitada na Rocha, conhecer um bar recomendado por um surfista muito querido, o Cool era o bar, que fazia festa de 6.º aniversário...a coisa prometia! primeiro, e depois de horas de preparo animado, passámos no Bolan, um bar em Alvor, igualmente recomendado pelo amigo do surf, e onde emborcámos umas morangoskas e umas caipirinhas, mas a animação aí não era muita, lá nos fomos para o Cool. de táxi, que a Ana queria estar à vontade para beber uns copos. do not drink and drive, babes. bem, o Cool animado estava, pedimos mojitos, mal servidos pareceu-me, e fomos para um espaço com menos gente apinhada, curtir a musica e os balões azuis. eu, exigente, achei o DJ mauzinho p'ra xuxu, mas ainda mexemos o traseiro ao som de Da Vinci(!), e os balões a dançarem connosco, afinal era dia de festa lá na casa, let's dance!! depois da Dina, ou seria a Dora? e do Dartacão, fomos até à porta da Catedral, a discoteca lá do burgo, tentadas a entrar, mas não entrámos. o som estava demasiado mau, e acabámos por ficar por ali. mas antes do táxi que nos levou de volta a casa, fomos ver a Lua cheia a iluminar aquele mar calmo e doce, ai praia da rocha, ficas linda sem ninguém (a minha primeira impressão da praia da rocha, foi há uns bons anos, quando o Filipe me levou lá num dia de Agosto...escusado será dizer que fiquei mal impressionada, embora a praia seja muito bonita, claro). Segue fotozinha sem grande qualidade, da festa dos balões azuis. as meninas dançavam e estavam belas.
Terceiro dia, dia de partida para Sagres - obviamente, e para quem me conhece bem, sabe que não podia estar ali tão perto e não negociar uma noite pelo menos, um dia pelo menos, em Sagres, a minha Sagres, sim, minha, há-de ser sempre, e quando eu morrer, gostava de deixar lá ficar o meu corpo e a minha alma, junto daquele mar, do vento, das escarpas, dos cactos e do Farol, do azul - e fomos semi-corridas do apartamento, já era tarde e nós dormiamos, mas acabou em bem, o atraso foi pouco. Primeiro, praia do Vau, de novo, era a mais abrigada e a água estava óptima...meditação à beira-mar, Marina, a minha surpresa boa da viagem, um amor, um mimo. só podia ser amiga da Ana, boa gente atrai boa gente, right? Marina meditou e explicou-nos, estavamos atentas, sim, eu também. fazia-me bem meditar. fazia-me bem experimentar esvaziar a mente de todo o pensamento, deixando-o fluir, let it flow silvie, let it flow.










































