terça-feira, junho 29, 2010

29 de Junho

hoje o meu mano lindo faz anos. se ele vier aqui ler isto vai-me chagar. azarito. no meu blogue posso estar à vontade e escrever estas coisas dengosas e com algum azeite à mistura.
mano lindo, és muita giro, tens muita pinta e fazes tão bem aquilo que fazes que és o meu orgulhinho!
já para não dizer que és inteligente pra xuxu, escreves bem pra carái e és teimoso que nem uma burra. também não tens jeitinho nenhum para fazer "coisas" (certas coisas) com as mãos o que é bem engraçado (quando eu te mandava almofadas e ainda assim elas caíam ao chão? remember?) bah..hahahaha..!!!
parabéns pelos 35, espero que chegues a velho enxuto e sem grandes maleitas para poderes cuidar de mim, sem memória e chata como tudo e ainda pior, as we well know, life's a bitch;)
espero, que um dia te reconheçam como ao Saramago para me pagares uma volta ao mundo durante 3 anos e para que possas finalmente ser livre às custas do dinheiro e da fama. espero, que o que acabei de dizer não signifique que me desvie do meu caminho através do que já começa a fazer muito sentido que o resto é balelas e nada tem que ver com dinheiro. (vómito) by the way, grande vómito, aquele do CCB...
olha, vemo-nos pouco, falamos pouco mas sabes bem que te amo do fundo do meu coração. um bêjo nessa bochecha, mano lindo.

domingo, junho 27, 2010

domingo

ora bem...o que vai ser hoje?...?..

domingo à tarde, 4 canais e nada de jeito, navegar na net e ver sempre os mesmos blogues (descobri um novo e interessante ) porque não tenho grande imaginação, preprarar a mente para sair de casa pois há que feirar e trabalhar na tasca da associação. boa experiência, a da feira: fala o essencial, não faças má cara, não rezingues ou critiques, sorri e vai para casa antes da terceira caipiroska, sem pensar muito nele. casa desarrumada, who cares, pensamentos filosófico-esotérico-místicos vs luxúria, preguiça e alguma gula. parece que vai chover (!)..great.
ah...é bom estar vivo. ironia free.

domingo, junho 20, 2010

o cinema paraíso nas matinés cinéfilas

Pode parecer suspeito, mas confesso que o ponto alto do meu fim de semana foi ter ído ao Redondo este Domigo assistir pela primeira vez a uma matiné cinéfila. Isto foi decidido ainda durante a semana. Eu já conhecia e sabia do sucesso das matinés cinéfilas do Redondo (ou de Redondo), que ecos positivos há algum tempo me chegavam dessas paragens e da ideia da Paula Soares e do Takis. Oferecem à população e interessados no geral, no espaço fabuloso que é o do Centro Cultural do Redondo, sessões de cinema um pouco diferentes, aos Domingos à tarde.

Percebi há pouco, falando com o Takis, que a ideia foi a de trazer alguém ligado aos filmes exibidos, de preferência, ou alguém que não estando directamente ligado aos mesmos, participasse na tertúlia que sucede ao visionamento.
Trata-se de um projecto de amantes de cinema para todos os curiosos que gostem de assistir a bons filmes e/ou participar numa boa conversa em redor dos mesmos, pelo que entendi. Uma coisa informal. A mim há muito despertara o interesse em dar uma espreitadela, e de tanto adiar, hoje lá fui. Entusiasmada.

O filme desta matiné foi o Cinema Paraíso, de Tornatore. Melhor do que rever esta belíssíma e consensual película, era difícil. Não disse a ninguém se gostaria de me acompanhar, por dois motivos:
1- queria ir sozinha
2- duvidei que alguém estivesse disposto a percorrer 33 km até ao Redondo, numa amena tarde de Verão (começa amanhã, mas..), "só" para rever o Cinema Paraíso.
Posto isto, aguardei pela tarde de hoje como os miúdos que sabem que vão à praia ou que os pais lhes vão comprar o par de ténis tão desejado (ok, não foi com tanta intensidade, há um certo exagero nas minhas palavritas mas, foi mesmo o ponto alto do meu fim de semana e este nem foi sossegado...) e pelas 15:30h rumei ao Redondo. A viagem foi também aprazível para o espírito, inquieto , triste, não infeliz, com laivos de serenidade até, e ainda que a Primavera tenha gentilmente cedido a sua posição ao colega Verão, não deixou de me apaziguar a vista das searas alouradas pelo sol e acariciadas na brisa meiga...dia perfeito de Verão, fossem muitos assim os que estão para vir.
O mau momento da tarde aconteceu quando me transformei numa assassína a sangue frio, por força das Universais Leis do Acaso um pássaro voou no minha direcção e eu voei na dele, desgraçado...o meu carro foi demais para o bicho e a minha consciência ainda me pesou. Não tive tempo de nada, excepto matá-lo.

Cheguei ao Redondo right on time, mas antes disso, horas antes, não deu para ler tudo o que queria sobre Saramago no jornal de ontem. Não deu para ver a exposição de fotografia turca que só fica até dia 27, não deu para aspirar a casa e arrumar a restante roupa de Inverno, não deu para um café com um amigo disponível, não deu para ficar em casa a ler os 5 livros que ando a ler arrastadamente. Mas deu para ir às matinés cinéfilas do Redondo. É curioso, mas não me lembrava das últimas cenas do filme, o reencontro de Salvatore e de Elena, por exemplo...terei eu visto o filme, ou sonhei que o vi? A quantas coisas ou situações vi eu acontecer-me confundir o real com o imaginado? Algumas, por estranho que pareça.

Bem, o certo é isto: o filme que vi, ou revi, foi novo para mim. Desta vez vi uma obra-prima. Um filme especial, eu digo. Toca em tudo - amizade, amor, carreira, o cinema e o amor ao cinema.. Chorei, mas chorei à séria em algumas cenas e senti-me embaraçada porque no fim a minha cara iria estar uma boa coisa. Estava menos mal, creio. Mas reitero que desta vez vi uma obra-prima, e sei que filmes destes não se fazem muitos. Genuíno.

Takis ainda puxou por nós no fim, mas algumas das poucas senhora da terra que tinham ído à matiné, foram-se embora pouco depois...provavelmente os maridos ou os filhos aguardavam-nas para retomarem as suas posições no lar, mas todos concordámos na emoção que o filme transpõe, parece que todos chorámos, a dada altura, e eu senti-me menos piegas. Mais tarde, e chegada a Évora, percebi que estava com o período. Right.

Mas, aquilo que pretendo aqui deixar, talvez a mais emotiva cena da tarde, senão sentida na pele pelo menos no intelecto, foi quando a dada altura do filme me apercebo que há uma senhora idosa, sentada com mais um casal de idosos, que vai lendo incansavelmente as legendas do filme (longo, longo...) em voz alta, muito discretamente, aos outros dois. Os senhores eram analfabetos. Quando eu me apercebi, enlevou-se a minha alma. O amor e a generosidade que tanto procuramos está aqui, nas acções sacrificiais de humanidade que damos na direcção do outro, pelo outro, com o outro. Nessa altura, devo ter chegado à parte do filme em que chorar me fez doer um bocadinho o peito e sorrir ao mesmo tempo.

sábado, junho 19, 2010

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domingo, junho 13, 2010

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terrible love
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quarta-feira, junho 09, 2010

foda-se.

depois de ler um texto de um blogue que descobri recentemente, fiquei deprimida. deprimida por umas horas. depois passa-me. mas até lá, vou ficar a remoer e esta noite já sei que vão ser só mais 5 ou 6 horitas de sono. há pelo menos 2 meses que não durmo 8 horas. por isso quase adormeço - já adormeci 2,5 segundos - lá no trabalho, por volta das 15:30h mais coisa menos coisa. quase todos os dias.

devo ter perdido muitas oportunidades de ficar calada, mas optei - é mais forte que eu? - por dizer o que me vai no pensamento.
contudo, parece-me que realmente nada como deixar o outro ir descobrindo quem somos, e não lhe darmos tantas pistas logo à partida....e o mais estranho, é que nem assim nos damos a conhecer, porque há coisas que não dizemos e só com o tempo o outro as descobre. normalmente, as piores, ficam guardadinhas. mas também há outras, que não se dizem e podem ser uma boa surpresa.
ser tagarela é mais forte, ou tem sido...já houve alturas em que nem um pio. para quase ninguém. e muito menos para gajos (outra palavra linda do meu vocabulário...gajo, gaja...não gosto, mas se não a disser, não estou a ser eu mesma..). ser tagarela é pois, sinal de que está tudo bem cá dentro, pelo menos isso. e fazendo uso de uma analogia idiota, uma vez disse isto a uma amiga: "mais vale gorda que maluca", e todas acharam um piadão, eu que até estava a ser sincera, mas vá lá, teve piada. e ela lá vai tomando os comprimidos que a engordam, mas não está maluquinha...não se deve a mim tal facto, apenas ao médico que a acompanha. eu limitei-me a ser sincera. assim, mais vale tagarela que deprimida, ainda que com isso, perca a oportunidade de estar caladinha e de ir deixando o outro descobrir-me. sempre me acharia mais piada...ou não!
(ai, hehehe, não resisti...:D)

foda-se.

(a sério que evito escrever palavrões, opá, mas o blogue é meu e assim comássim quase ninguém lê isto - pai? - e hoje é dia de dizer o que me vai no pensamento...sem merdas.)
amanhã deve haver mais. é o que dá ter net em casa...eu bem resisti...:/
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domingo, junho 06, 2010

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You mustn't show weakness
and you've got to have a tan.
But sometimes I feel like the thin veils
of Jewish women who faint
at weddings and on Yom Kippur.

You mustn't show weakness
and you've got to make a list
of all the things you can load
in a baby carriage without a baby.


This is the way things stand now:
if I pull out the stopper
after pampering myself in the bath,
I'm afraid that all of Jerusalem, and with it the whole world,
will drain out into the huge darkness.


In the daytime I lay traps for my memories
and at night I work in the Balaam Mills,
turning curse into blessing and blessing into curse.

 
And don't ever show weakness.
Sometimes I come crashing down inside myself
without anyone noticing. I'm like an ambulance
on two legs, hauling the patient
inside me to Last Aid
with the wailing of cry of a siren
and people think it's ordinary speech.

Yehuda Amichai
Translated by Chana Bloch and Stephen Mitchel
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quinta-feira, junho 03, 2010

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PAUS
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feira do livro 2010
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todos os anos acontece-me a mesma coisa, mais coisa menos coisa...começa a feira do livro e eu estou lá batida todos os dias. tenho de passar por lá, nem que seja por um breve momento, só para ver as barraquinhas, os livros. normalmente faço-o ao fim do dia, ou à noite. e muitas vezes ao fim do dia e à noite. não sei bem porquê, mas talvez seja apenas porque não se passa muita coisa interessante em Évora nos dias que correm. o lamento começa a tornar-se generalizado, tenho falado com mais pessoas que sentem o mesmo: "esta cidade parou no tempo".
e até mudaram, le chairman, a localização da feira. muita gente nem se apercebeu e os livreiros lixados. divulgação fraquinha, fraquinha...nada de novo. e o povo vai levando. eu já nem me posso ouvir a lamentar esta "política cultural"...rai's partam o homem, conseguiu esvaziar a cidade de interesses e dinâmica. onde anda a animação de rua? onde andam os artesãos e as suas banquinhas? onde está a rua viva e onde ficou o Vivá Rua? onde é o centro cultural digno dos habitantes e dos visitantes da cidade? e já agora.....porquê digno dos habitantes se foram estes que elegeram o homem?
a feira, dizia eu, tem um atractivo especial, que facilmente e sem grandes reflexões, me reporta à infância das feiras do livro no Parque Eduardo VII. que gozo me dava essa altura do ano, quando os meus pais lá estavam e eu e o Nuno íamos para lá brincar e ver a feira, andar por ali, no meio das gentes e dos livros, gostava sempre muito dessa altura do ano...para além desta razão, vejo ainda que é na feira que vou encontrando conhecidos e amigos com quem vou tendo 2 dedos de conversa, e por vezes até trocas bem interessantes, depende do conhecido que se encontra por lá ou do amigo. ou mesmo do estranho..
ontem saí do trabalho, passei por lá e acabei por ficar até à noite, jantei por lá com a Sandra, essa persistente empresária-livreira e ex-patroa de tempos ídos e com quem tenho sempre agradáveis trocas de palavras e opiniões. jantou-se, vim a correr a casa trocar de roupa e voltei num ápice para me encontrar com amigos, que não puderam aparecer, e acabei com outros - novas amizades quiçá? - por ali ouvindo um fraquito mas simpático quarteto de saxofones e, lendo à socapa, excertos de uma volumosa compilaçao de poemas de Nuno Júdice (quanto mais leio a sua poesia mais gosto de a conhecer) que não posso (ainda) comprar.

já tenho uma lista, em construção, que a feira ainda não acabou e ainda não vi tudo:

Alain de Botton - 1 de 3, não posso comprar todos, maldito dinheiro quando me tira a cultura...mas a malta tem de comer, não é?

























































Lao Tse - um livro do chamado pai do Taoismo, cujo nome agora me escapa, está na calha. Não é o Livro do Caminho e da Virtude, a grande obra, mas tem citações interessantíssimas. o meu lado místico desperta.


Nuno Júdice - Poesia Reunida (1967-2000)

Já comprei 3, e gastei apenas 11€:

primeira antologia de micro-ficção portuguesa, vários, exodus

a mão ao assinar este papel, Dylan Thomas, assírio & alvim

as dioptrias de elisa, António Gancho, assírio & alvim

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quinta-feira, maio 27, 2010

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isto é escrever

sem filtro
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segunda-feira, maio 24, 2010

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domingo, maio 16, 2010

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foals

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sexta-feira, maio 14, 2010

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um post dedicado às minhas amigas Ana Rita e Marina que vão para longe mas ficam no meu coração e no meu pensamento, que desta matéria é feito o meu amor pelos amigos, o leal e genuíno Amor, porque só assim faz sentido, e mostrando-o sem pudor. best of luck, birds;)
S.
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walk unafraid, baby...



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quarta-feira, maio 05, 2010

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definitivamente, o mais belo amor da minha vida, up until now...até tenho medo.
que não cresçam demasiado, que não sejamos muitos muitos a gostar assim. brr...

high violet
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segunda-feira, maio 03, 2010

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diário de uma viagem a quatro


eramos quatro rumo aos algarves e íamos com o desejo colado a nós, de coisas boas, harmonia, sol. a viagem correu bem, sem pressas e o destino prometia. a casa não era má, ainda se via o mar da varanda, mas foi aí que passámos menos tempo: entre a cama, a mesa e a casa de banho foi gasto o pouco tempo caseiro. a praia era o destino primeiro, seguiu-se o passeio por Alvor, a mini refeição gostosa, o longo passeio à beira mar e as conversas duas a duas, alternando-se os pares. e as conversas. soube bem, para começar. salvámos uma gaivota de morte lenta na areia...ela não se mexia, a pobre coitada. Sandra, tomou a iniciativa, que o coração é grande no que toca a animais, impossível deixar a criatura ali assustada. primeira noite de salvamento, jantar tardio, couscous que eram canja de galinha, mas feitos com o carinho da nossa Ana, a promessa da cozinha portuguesa...corrijo: da pastelaria made in portugal! prevejo coisas radiosas no futuro desta menina pasteleira to be. Londres cannot wait, and she's looking forward many many great things;) convencidas por Marina - um aparte mais à frente, afinal a nossa amizade está casada de fresco - e por Sandra, eu e Ana lá decidimos deixar a conversa de lado, as incertezas e o futuro a descansar um bocadinho, e ir sentir o presente com as nossas duas amigas, ir espreitar a noite que já se fazia (muito!) tarde. noite calminha, mas começava bem a banda sonora: Nirvana, Nirvana, Nirvana. Por todo o lado onde andámos, durante estes 4 dias,Nirvana. Por nós, tudo muito bem, explodimos no Dromedário com saltinhos e tudo, era a noite da despedida. Mas já lá vou.

2.º dia, prainha boa para começar em grande, um mergulho no mar ameno, azul e verde que me chamou para dentro, o primeiro mergulho do ano, sinto-me uma hindu a entrar no Ganges, esqueço as diferenças, porque este é um momento sagrado. agradeço aos deuses e volto a mergulhar, abro os olhos, sinto o silêncio, a água que me abraça e limpa das impurezas que acumulei...












depois da prainha, papinha, andámos sempre esfomeadas, longas horas sem comer e depois ficávamos  a dar para o esganadas....eu nem por isso, vá-se lá saber. fomos petiscar na Mesa do Capitão, em Alvor. eu simpatizei com o "ar" de um dos simpáticos empregados, o rapaz fez-me lembrar o Ruppert Everett , ar meigo. pedimos ameijoas, salada de polvo, salada russa com camarão, e agora não me lembro da outra coisa (?) mas estava tudo bom, em especial as ameijoas. tudo bem servido, no fim uma sobremesa para dividir pelas 4, merengue de morango, nham! os senhores ofereceram-nos uma bebida para a despedida, bem bom este fim de tarde. a seguir lojinhas, gastar dinheiro à grande e sem tino, eu com umas havainas douradas lindas, e logo a seguir as outras irresistíveis, a Marina com um vestido novo, a Ana com um vestido novo e a Sandra, comprou um lenço (quem diria, um lencinho apenas, hein?) esta foi a parte estranha da coisa, havia quem de nós não pensasse em comprar nada por estes dias e acabou com 2 pares de sandálias! puxa pá, é difícil resistir à oferta das lojas algarvias, that's for sure..fomos para casa já tarde, prepararmo-nos para uma noitada na Rocha, conhecer um  bar recomendado por um surfista muito querido, o Cool era o bar, que fazia festa de 6.º aniversário...a coisa prometia! primeiro, e depois de horas de preparo animado, passámos no Bolan, um bar em Alvor, igualmente recomendado pelo amigo do surf, e onde emborcámos umas morangoskas e umas caipirinhas, mas a animação aí não era muita, lá nos fomos para o Cool. de táxi, que a Ana queria estar à vontade para beber uns copos. do not drink and drive, babes. bem, o Cool animado estava, pedimos mojitos, mal servidos pareceu-me, e fomos para um espaço com menos gente apinhada, curtir a musica e os balões azuis. eu, exigente, achei o DJ mauzinho p'ra xuxu, mas ainda mexemos o traseiro ao som de Da Vinci(!), e os balões a dançarem connosco, afinal era dia de festa lá na casa, let's dance!! depois da Dina, ou seria a Dora? e do Dartacão, fomos até à porta da Catedral, a discoteca lá do burgo, tentadas a entrar, mas não entrámos. o som estava demasiado mau, e acabámos por ficar por ali. mas antes do táxi que nos levou de volta a casa, fomos ver a Lua cheia a iluminar aquele mar calmo e doce, ai praia da rocha, ficas linda sem ninguém (a minha primeira impressão da praia da rocha, foi há uns bons anos, quando o Filipe me levou lá num dia de Agosto...escusado será dizer que fiquei mal impressionada, embora a praia seja muito bonita, claro). Segue fotozinha sem grande qualidade, da festa dos balões azuis. as meninas dançavam e estavam belas.

 










Terceiro dia, dia de partida para Sagres - obviamente, e para quem me conhece bem, sabe que não podia estar ali tão perto e não negociar uma noite pelo menos, um dia pelo menos, em Sagres, a minha Sagres, sim, minha, há-de ser sempre, e quando eu morrer, gostava de deixar lá ficar o meu corpo e a minha alma, junto daquele mar, do vento, das escarpas, dos cactos e do Farol, do azul - e fomos semi-corridas do apartamento, já era tarde e nós dormiamos, mas acabou em bem, o atraso foi pouco. Primeiro, praia do Vau, de novo, era a mais abrigada e a água estava óptima...meditação à beira-mar, Marina, a minha surpresa boa da viagem, um amor, um mimo. só podia ser amiga da Ana, boa gente atrai boa gente, right? Marina meditou e explicou-nos, estavamos atentas, sim, eu também. fazia-me bem meditar. fazia-me bem experimentar esvaziar a mente de todo o pensamento, deixando-o fluir, let it flow silvie, let it flow.

sexta-feira, abril 23, 2010

even flow...

quarta-feira, abril 21, 2010

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blurp..
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segunda-feira, abril 19, 2010

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always the sky
always the sea
sometimes
the edge
inside of me

if not for life
than what else it would be
things I cannot reach
are things I cannot see

the matters of the heart
confusion to be
restless the mind
when the spirit's no longer free

trapped and alive
joyfull uneasiness
seeking the balance
to feel safe from thee?

when the smile is so radiant
as the feeling to be
if the boy is exploring
the girl needs to sleep

shall we wait for the morning?
shall we try to take some rest?
the heart's already longing
but the future's unsettled
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sexta-feira, abril 16, 2010

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Ecce Homo

Desbaratamos deuses, procurando
Um que nos satisfaça ou justifique.
Desbaratamos esperança, imaginando
Uma causa maior que nos explique.


Pensando nos secamos e perdemos
Esta força selvagem e secreta,
Esta semente agreste que trazemos
E gera heróis e homens e poetas.

Pois Deuses somos nós. Deuses do fogo
Malhando-nos a carne, até que em brasa
Nossos sexos furiosos se confundam,

Nossos corpos pensantes se entrelacem
E sangue, raiva, desespero ou asa,
Os filhos que tivermos forem nossos.


José Carlos Ary dos Santos
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segunda-feira, abril 12, 2010

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sexta-feira, abril 09, 2010

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há dias surgiu em tema de conversa e fiquei cheia de saudades..definitivamente há qualquer coisa na costa vicentina que me atrai e me pede para voltar, e voltar e voltar...e eu volto. sempre.
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sexta-feira, março 26, 2010

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junte um nózinho no estômago logo após o despertar
com 100grs de dispersão mental e bata até ficar consistente.
acrescente depois uma pitada de suspiros de meia em meia hora, um pouco de olhar brilhante para adoçar e uma colher de sorrisos no fim. de seguida, deixe repousar um pouco para não estragar a massa. confira se o forno já está bem quente e deixe crescer lentamente até desligar.
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quinta-feira, março 25, 2010

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illusione buona
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sei que vou esperar-te
e para perto partes
um imenso longe
hoje


na manhã nas noites
sei dos dias
agora
sem fim
aguardo e sei
e sabes
também, a manhã

amanhã
e ontem
nos teus olhos encontrada

Março, 2010
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quarta-feira, março 24, 2010


chegou a Primavera. chegou-se a mim. eu não me importo. ela que me toque ao de leve, me afague e me deixe respirar, que me solte por aí e me traga ao meu lugar. ficou a Primavera no meu corpo. e uma cadeira de concerto até ti.
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quarta-feira, março 10, 2010

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que bom...agora que veio (algum) sol, dói-me a garganta e só apetece sofá.
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segunda-feira, março 08, 2010

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humor e condição feminina : mais vale sorrir...
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sexta-feira, março 05, 2010

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o filme não era belo, a fotografia do filme, sim.
Kierkgaard ficou à espera que eu tenha mais tempo para estar por casa sossegada.

com mais dois filmes enchi os últimos dias de bom cinema. o último (Welcome) inquietante, poderoso, sem floreados, história de emigração e amor, a cereja no topo do bolo.

as últimas 15 páginas do Hemisfério Pessoal (o tal de que não me lembrava) aguardam que o sono não me vença quando me deito. fiquei com uma enorme vontade de conhecer a Turquia, o Afeganistão (o mais desolador dos desolados, o mais arcaico, assustador e tribal..), a Nova Zelândia. Numa viagem só. 3 meses chegavam-me. (risos).

e esta chuva que já me anda a mexer com os nervos e a boa disposição começou aos poucos a dar lugar a uma irritabilidade silenciosa...definitivamente, prova da minha incapacidade de viver em países cinzentos.

eric rohmer na Harmonia, terá público? os fins de semana de turno para ela que me deixam desesperada, já não tenho vontade ou grande prazer, dramatizo, e penitencio-me mas...que fazer quando o amor acaba? preciso dela mas já não quero viver com ela, para quando o divórcio?

voz off [o bom humor é dádiva que a intervenção humana dificulta. resta-nos a capacidade de preservação, e aprender o jogo de cintura que nos afasta da angústia].

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quarta-feira, fevereiro 24, 2010

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agora ando a ler - também e a par de e por concluir há muito a biografia de Paul Bowles; há menos tempo, a Anatomia da Errância do Bruce Chatwin e ainda, e porque depois de sonhar com ele com cara de MEC lhe comprei um livro, falo do Gonçalo Cadilhe e não me lembro do nome do livro que já são muitos os editados por aí - Kierkeegard, e chama-se O Desespero Humano, com uma brilhante Introdução do Eduardo Lourenço, pelo que me sinto muito bem a redescobrir as teorias deste Filósofo espantoso, que praticou o que teorizou - não foi bem assim que isto de pôr em palavras simples aquilo que um homem destes escreveu sobre algo tão complexo não é para o fazer aqui e agora em coisa de 5 minutos - e deixou frases como quando o eu mergulha, através da sua própria transparência, até ao poder que o criou está a referir-se à fé como algo que se conquista, ele que foi crente sem igreja. Eu, não posso deixar de estar deliciada, a ler pouquinho de cada vez e a voltar atrás para reler e reler até encaixar, que a prática deste exercício deixou de ser regular há muito, desde os tempos do secundário e universidade...vou fazer uma pausa, tenho de ir ver um filme que deve ser muito belo.
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sexta-feira, fevereiro 12, 2010

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Ok.
Eu, eu vou mascarar-me de SOL.
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segunda-feira, fevereiro 08, 2010

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ser artista em Portugal é...dureza



exposição pequena, mas com elevado interesse, sobretudo quando conhecemos a ideia por detrás dos trabalhos...a série "arranjo camarário" é uma brincadeira muito bem conseguida: crítica ao establishment das autarquias, numa paisagem de fundo de uma Câmara que se esfuma a cada desenho, enquanto a "artista" em grande plano e a cores, se vai arranjando, se vai compondo...bem apanhado. e eu contente por ser da minha Taninha.
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sexta-feira, janeiro 29, 2010

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dá-me poesia no quarto branco com flores
de perfumes silvestres
quero a poesia que me deste
porque ela é minha por força
do que se deseja assim
dá-me flores meu amor
rôxas, brancas e amarelas de planície
dá-me a poesia toda dos dias que eu quero
verdadeira e vital e única
eu
no teu desejo de mim

dá-me o perfume de espaços também
não sou esquisita de gostos
quase amo toda a poesia
antes fosse ela escrita só para mim
dá-me tudo como se fosse acabar o mundo
daqui a um segundo apenas, meu amor
não te irá pesar de mo teres oferecido assim
se eu sou igual a ti e tu não sabes
dá-me o teu hálito perto da minha face
o teu olhar a olhar perene o meu olhar
deixa-me em silêncio contemplar (te)
quero que me tragas e trazendo-te até mim
dir-te-ei tudo o que não posso ainda dizer-te, não.
irás perder-te no meu toque no meu afagar
e
colar-te-ei se eu te quebrar
ne eternidade das coisas que ainda não são
presente ou futuro, quem nos dirá?
seremos juntos o mar e as ondas da manhã.

JAN 2010
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terça-feira, janeiro 19, 2010

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já tinha saudades dos disparates a fazerem parte da minha vida e a encherem-na de novo de sabor a algo. sabe-me tão bem rir-me sozinha em casa, de parvoíces que faço ou penso...melhor me sabe perder a vergonha, o embaraço. já tinha saudades de me rir assim, até das coisas sérias. e vou esperar viver para sempre com esta certeza, de que os disparates nunca vão partir, eles apenas se escondem de vez em quando. e até podia escrever aqui um grande palavrão, de pura alegria. mas não é preciso. chega-me pensar nele.
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quarta-feira, janeiro 13, 2010

j-a-s-u-s
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quarta-feira, dezembro 30, 2009

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natal na neve. a minha primeira neve "a sério". natal feliz.



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sexta-feira, dezembro 04, 2009

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Lua Cheia

Em noite de lua cheia,

quando as ondas do mar são mansas
e nelas me enrolo,
sonho com sereias estranhas,
muito belas e sensuais.
Em noite de lua cheia
as árvores, servilmente curvadas,
abraçam-me, e insolentes, sussuram-me palavras obscenas.
Em noite de lua cheia,
os homens correm aflitos,
em busca de agripinas insaciáveis.
Na minha noite de lua cheia,
adormeço tranquilo,
nos braços de ninguém.


Luís Ramalho, Set/2009
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segunda-feira, novembro 16, 2009

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BEIRA-MAR-MEIO-DIA
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na duração do dia o corpo desfaz-se à entrada do mar

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in "Quando escreve descalça-se", Miguel-Manso, Trama Livraria, Março 2009

sexta-feira, novembro 13, 2009

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hunger


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alchemy.

terça-feira, novembro 10, 2009

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ESTÚDIO de Nuno Ramalho & Renato Ferrão

INAUGURAÇÃO 10 de Novembro '09 às 18h30

VISITA GUIADA 11 de Dezembro '09 às 18h30
com Nuno Ramalho, Renato Ferrão e Bruno Marchand (autor do texto do catálogo)

Exposição patente até 22 de Janeiro '10 de Quarta a Sábado das 15h00 às 20h00


Edifício Soeiro Pereira Gomes (antigo Edifício da Bolsa Nova de Lisboa)

Rua Soeiro Pereira Gomes, Lte 1- 6.º A / C / D
Bairro do Rego / Bairro Santos
1600-196 Lisboa - Portugal
T - 217803003 / 04 F – 217958189 E –
geral@fundacaocarmona.org.pt
Metro: Jardim Zoológico, Praça de Espanha, Cidade Universitária
www.fundacaocarmonaecosta.pt

segunda-feira, novembro 09, 2009

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daniel auster
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quarta-feira, novembro 04, 2009

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Paris, 03 Nov (Lusa) - O antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, considerado um dos intelectuais mais relevantes do século XX, destacado antropólogo e "pai" da corrente estruturalista das ciências sociais, morreu sábado aos 100 anos, informou hoje a editora Plon.

Lévi-Strauss influenciou de forma decisiva a filosofia, a sociologia, a história e a teoria da literatura.
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domingo, novembro 01, 2009

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chegou a hora do lobo...:(
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quarta-feira, outubro 28, 2009


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belo
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(and for the ladies...take a look on the other side)

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estará de volta? http://ohomemqueanda.blogspot.com/


eu gostava, e muitos gostavam, mas o gajo é esquisito...

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terça-feira, outubro 20, 2009

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she's back..


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segunda-feira, outubro 19, 2009

este post, foi copiado do blogue http://fontedeletras.blogspot.com/ e achei que devia colá-lo aqui no meu, cá fica:


"sábado, 17 de outubro de 2009

Os editores que matam as livrarias tal como Caim matou Abel.
Dia 19 de Outubro é o dia em que o novo livro de José Saramago, Caim (Editorial Caminho - Grupo Leya), é posto à venda nas livrarias - assim foi comunicado aos livreiros e assim é divulgado no blog da revista Ler http://ler.blogs.sapo.pt/517769.html. No entanto, parece que não há nenhuma livraria no Alentejo que já tenha recebido o livro para ser posto à venda na 2ª feira. Mas, a Fonte de Letras presta aqui um serviço extra aos seus clientes, dizendo que hoje, dia 17, o livro já está à venda no Pingo Doce de Montemor, e provavelmente em muitos outros supermercados. Às vezes os desígnios dos criadores são difíceis de entender! "
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revisito o EP acima, porque gosto de revisitar, reviver, lembrar, escutar over and over again..e quanto mais o re-escuto, mais gosto dele. uma espécie de vontade de contrariar as novidades que todos os dias aparecem por aí. canções lindas. continua a ser a banda que melhor me enche as medidas. as letras, a voz, a melancolia, a música, são eles a tocarem bem. About Today, do mais tristinho, mas tão bela que até dói. e o mais estranho é que...não.
em breve irei "abrir outro ficheiro na net", com outro nome, outra cara, e mais escritas. em breve enviarei um mail aos amigos. se bem que...os meus em breves são por vezes lentos. in the mean time....
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domingo, agosto 30, 2009

anseio ter essa certeza.tenho a certeza que é muito mais do que o coração alcança, a mente prescruta, as minhas mãos procuram no escuro.anseio ter essa certeza.

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acabei de saber que alguém que conheci dos tempos da universidade, esses tempos da universidade...morreu. baque. bum. o quê..?!....a minha idade, mais coisa menos coisa...e por ser quem foi, a grande paixão da minha doce Sónia....imagens, imagens em flash, telefonei para longe contei a uma amiga, o que dizer senão em exclamação, parece que foi há tão pouco tempo que o encontrei, estava bem. Estar bem é condição para deixar de se estar bem e morrer de cancro quando menos se espera. Amanhã vou escrever-te.

......

fruta passajada em especiarias aquecidas com sumo de laranja e mel. para adoçar a alma em noite morna de dia quente
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domingo, julho 26, 2009

domingo, julho 12, 2009

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Sr. Zé
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“Menina Sílvia, menina Sílvia…” chama o homem de negro sentado na mesa do café arrastando o Síííl, devagarinho e docemente, para a mulher atrás do balcão, ela escuta-o e desvia o olhar na sua direcção. “Está boa menina Sílvia, como está?” e o tom dele quase de súplica, olhar que clama por dois segundos de atenção, menina Sílvia, como os miúdos meigos quando anseiam que reparem neles. “Olá Sr. Zé” respondeu ela num sorriso, secando as mãos com um pano húmido, igual ao seu cabelo, suado e sem forma, levantando a cabeça para conseguir vê-lo melhor por detrás do balcão, “ Como é que está Sr Zé, está bom?” pergunta-lhe com simpatia e atenção feminina.

O Sr. Zé terá os seus setenta ou mais anos, está sozinho no café comendo um bolo e deve ser cliente habitual, a julgar pela forma como ele e a empregada se cumprimentam, o trato familiar e amigo dela, o jeito contumaz de a chamar, dele. Lembrei-me de algumas situações, não muitas é certo, que me aconteceram nos lares que visito, quando um idoso se aproxima de mim com desejo que nele repare, que lhe dê atenção, falando atabalhoadamente com receio que eu desapareça depressa, sorrindo-me muito com um olhar que me transporta para a imagem de alguém que assimilou muito pouco o uso da contemplação, um olhar muito pequenino e venturoso, risonho, de quem não levou a vida demasiado a sério ou cogitado muito sobre ela sequer, um olhar de quem está cá para o que der e vier, e ali está comigo e mal sabe quem sou, mas sorri porque sou visita, porque sabe que fui vê-los e onde vivem e eu num instante célere a olhar de volta para ele, olho no olho, sorrindo também e divisando como bom seria acabar assim os meus dias, de olhar miudinho e feliz em vida solta, subtraída de reflexões excessivas e pressupostos redundantes, de sonhos que voaram alto e se perderam na eternidade.

O Sr. Zé faz-me lembrar os velhotes que se sentam o dia todo na sua cadeira — possivelmente cada um tem a sua cadeira e não há muita coisa que possa ser apenas sua lá dentro — contemplando os repetitivos gestos do quotidiano das auxiliares que lhes dão de comer, os lavam, os deitam ao lado uns dos outros nos entardeceres transformados em noites. Ali, encostados na parede branca junto da grande e sonora televisão que eles nunca miram, querem lá eles saber da televisão, o olhar perde-se longe no vazio, na sombra da memória, na linha do chão, na espera. Em alguns é imensa a vacuidade, transborda indisfarçada no seu olhar triste, deixa-me inquieta, comovo-me e tento não pensar, preciso afastar dali a mente e a minha comoção, tento representar o meu papel, sou simpática, não sei que lhes dizer mais para além das frases feitas do costume, fico embaraçada enquanto sorrio e tento disfarçar o que sinto, porque me sinto falsa e eles querem lá saber das minhas perguntas “Gosta da comida, Sr. Manuel?” ou “Foi bom o almoço D. Joana?”, que eu sei que eles vivem para comer, é uma hora importante do dia a hora das refeições, é o seu ponto alto de manhãs e tardes quase sempre iguais, quase sempre na mesma cadeira em frente ou ao lado da grande televisão ignorada, quem dera gente na vez da televisão, as vozes estrepitosas dos filhos ou dos netos…visitas são bem poucas as dos meus amigos conformados e tristes, alguns, que outros há alegres, e de namoro novo, adoro esta parte da coisa, quando me contam que a D. Joaquina e o Sr. Francisco começaram a namoriscar lá no Lar e dão-se muito bem, passaram a viuvez de outro modo, que a maioria deixa de viver quando o companheiro morre porque parece-lhes mal que se divirtam as viúvas, são de antiga muito antiga geração, uma omnipresente e pesada lei costumeira impede-os de deixarem o preto do luto para voltarem a ir nas excursões, a colaborar nos preparativos das festas, a dançar no bailarico dos santos.

O Sr. Zé, no café, já choramingou enquanto eu escrevo, quando uma senhora dele se aproximou e ali ficou um pouco a conversar acerca da recente morte da sua esposa e sobre as suas noites passadas sozinho, mas deixe lá Sr. Zé não pense nisso, e fique em sua casa fique em sua casa enquanto puder, não deixe a casa Sr. Zé, está lá melhor ainda que sozinho, não lhe parece? Não pense muito nisso. Que o melhor é não pensar muito nisso, Sr. Zé.


sábado, julho 11, 2009

A Barca

quinta-feira, abril 09, 2009

I'm your man



A sala estava muito pouco povoada, espectadores novos lado a lado com espectadores menos novos, como me confirmou ter sido assim no concerto de 2008, uma colega a quem enviei o mail: hoje passa um documentário de Leonard Cohen no cineclube vou ao fim da tarde/ vais?/ sim, vou/ encontramo-nos lá então/obrigada por me avisares.

Recebo um beijo forte e demorado na bochecha, depois da sessão, estava grata por lhe ter enviado o mail. Deixou o filho com o marido e pisgou-se para ver “I’m Your Man”, onde cantarolou entusiasmada algumas das canções que encheram o ecrã, sentada na sala renovada, e asséptica do auditório.

Comovi-me quando Antony interpretou uma das eternas canções de Cohen, e com deleite acompanhei o olhar e singularidades do cantor, poeta, monge, filmado sobriamente, depois também me inebriei no fim, com Hallellujah, que me trás sempre à memória Jeff Buckley, a sua morte prematura e estúpida, a saudade do que é belo. As canções de Cohen são de facto belas, de fundo negro, mas iluminadas para nós. E vim para casa com vontade de comprar a discografia toda do homem, de ouvir Antony, mas, acabei por deixar “ a passar” Tudo Bons Rapazes, na rádio.

Sorri do tom desprendido e esgar irónico, quando Cohen desvaloriza a fama de ser “a lady’s man” por não encontrar eco nas dez mil noites passadas sozinho.

Ficou uma imagem de humildade do cantor, e um olhar de sábio sem pressas de viver. Mas aquilo que verdadeiramente me continua a emocionar, é escutá-lo, aquela voz que não é humana de tão intensa e funda, não me desencanta que não “saiba” cantar, delicia-me ouvir aquele tom arrastado, triste, contínuo, as palavras e a poesia, a escrita feita canção, e a voz, por deuses, a voz…

É isto que fica, não é?/ sabes?, só me lembrava da sala da minha amiga onde ouvíamos os vinis (do Cohen) do pai dela, dos encontros e conversas filosóficas, dos problemas de adolescente [sorrisos]/ os nossos olhares cruzam-se, transluzem e felizes estamos na despedida . Sim, é.

sábado, março 07, 2009

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"welcome to mali"


Amadou & Mariam, último álbum, algumas músicas produzidas e co-escritas por Damon Albarn que também toca alguns instrumentos. Precious..

segunda-feira, março 02, 2009

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JAPÃO

QUERO CEREJAS DE NEVE EM MINHAS
MÃOS PARA SENTIR
AS TUAS FOLHAS DE AMARELO
A TRANSBORDAR
QUERO UMA ÁRVORE
DE OUTONO MEL PARA SORRIR
QUANDO TU PASSAS
NO ECRÃ MAIS DEVAGAR
QUERO O TEU CHEIRO A TUA COR ALI
EM NOBRE TELA DE SILÊNCIO NU
COM TEU FINDAR


19/01/2009

da Suécia com amor

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

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Good Fellas




Onde estão os nossos princípios? Onde reside a nossa virtude? O que é essencial para um homem ser mais que um homem, quando se torna absolutamente necessário?

Stauffenberg foi um oficial nazi descontente com o rumo que o seu país tomara nas mãos de Hitler, tornando-se adverso à ideologia dominante, comprometido por uma guerra que desejava não ver continuar e preocupado em limpar a imagem da sua pátria corrompida por valores que não eram mais os seus, amorais, imorais, embaraçosos. Teve a coragem de assumir uma posição contrária, juntamente com outros que com ele urdiram um plano para pôr termo à vida do Führer.

Escolher por boicotar e derrubar um regime como o nazi, foi concerteza uma opção difícil, complexa, corajosa. Um regime visceralmente hierarquizado e controlado, de homens submissos e desconfiados, silenciosos
, alguns genuinamente leais, outros habilmente persuadidos, outros ainda, inquietantemente fingidores. Encontrou determinação para, colocando a sua vida em risco, intentar contra a vida de Hitler e seus camaradas, e assim repor a dignidade de uma pátria enxovalhada aos olhos do mundo aliado.

Isto responde à questão inicial, se pensarmos que os princípios deste oficial, permaneceram quando deles necessitou para ser um homem, e não um rato.

Os valores de uma pátria conservadora mas guiada por elevados padrões de moral, de ética, sobretudo, terão condicionado a sua opção. Ser leal a estes princípios foi uma certeza num determinado momento da sua vida, da vida dos seus colegas de conluio, culminando na derradeira tentativa de matar Hitler, tomar o poder, aniquilar as SS, repor uma nova/velha ordem social e moral. Mostrar aos Aliados que nem toda a Alemanha pensava e agia do mesmo modo, foi acto de grande coragem, sem no entanto podermos afastar a hipótese de, na iminência de Normandia e estando cientes dela, também esse acto conter em si mesmo, o temor de represálias e sobretudo, da vergonha.

Aqueles aristocratas e oficiais, políticos e funcionários, foram concerteza mais homens que muitos homens que ainda hoje vamos vendo por aí…a fazer de homens, pois desconhecem a sua verdadeira identidade: sendo ratos.

terça-feira, dezembro 16, 2008

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quinta-feira, dezembro 11, 2008

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..amo-te banda sonora
#2


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Na berma

Apaixonou-se quando o sangue se esvaía do seu corpo, amparada nos braços dele.
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segunda-feira, dezembro 08, 2008

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fins de semana de 3 dias era para sempre

the dodos no music box ****
madagascar sem dobragem II ***1/2
h&m ***
chiado a qualquer hora ****
magusto caseiro com tripeiros *****
sofazar ****