quarta-feira, setembro 15, 2010
perto do paraíso
sexta-feira, agosto 27, 2010
...um dia bom
segunda-feira, agosto 23, 2010
é só mais um dia mau...?
sexta-feira, agosto 20, 2010
síndrome pós-férias
faltando-me a medicação adequada, o tratamento certo, resta-me aguardar que isto passe.
saber que somos milhões ( é impossível não sermos milhões) a padecer do mesmo mal, dá-me algum consolo e impede o aumento da minha comiseração.
bem, vou ver se trabalho.
quarta-feira, agosto 18, 2010
é preciso fé
para te amar
para te um dia ter
fé
para cuidar de ti
de mim
até o nosso encontro acontecer
até olhares atento
e reparares na forma como eu levo o dedo à boca
e roo o seu canto como se roesse a unha
e esse movimento se torne sensual e te apaixones por fim.
és esta platónica sensação que permanece
omnipresença leve em brando lume (me) aquece
por vezes quase esquecida
porque meu amor, tu
ainda não olhaste e
não viste
o meu dedo a aproximar-se da minha boca e o improvável
no movimento inócuo e banal será
o dia que te apaixones assim.
é preciso fé para te amar.
não anseio paixões de homens bons ou assim-assim
se minha for esta verdade eterna
a de aprender a aguardar-te
ainda que nunca teus olhos reparem em mim.
segunda-feira, agosto 16, 2010
domingo, agosto 15, 2010
os que verdadeiramente sonham
para os quais o sonho é presente
os que sonham demasiado e intensamente
aqueles que sabem não conhecer outra forma
e vivem colados ao sonho ou com o sonho colado a eles
que têm clarões de lucidez fugazes mas certeiros, inevitáveis e cruéis que
lhes dizem que sonhar é viver à espera de ser feliz e desejar mais do que tudo
o que até medo têm de desejar os que sonham
onde, quando, alguma vez
terão lugar seu na realidade das coisas que estão?
os que sonham sonhos perfeitos azuis
e (não) sabem onde encontrar outro lugar
algum dia esses
esses algum dia, deixarão de sonhar?
.
o rescaldo
vasos partidos, plantas perdidas, gatos ariscos visitaram o meu pátio. tristeza. invasão de formigas pela casa fora.
hoje é domingo e amanhã regresso ao trabalho. claro que estou de ressaca. quinze dias fora e sempre on the road: Sines, S. Pedro do Sul, Oliveira de Azeméis, Porto, Lisboa, Sagres e Barreiro.
Notas de Viagem por ordem de passagem:
Sines: para começar com boa música e bom ambiente. talvez cheio de mais, mas aguentei bem disposta.
S. Pedro do Sul: Andanças de 3 dias, com pouca dança, muita preguiça, muitas compras de pulseirinhas e afins, descobrir praia fluvial no último dia sem 300 pessoas à volta.
Oliveira de Azeméis: pai, tios, mano e boa comida. Pouco tempo, mas o suficiente para matar saudades e arranjar umas coisinhas no carro, que está ainda na garantia.
Porto: uma só noite na casa do mano para me deitar às 9:30h da manhã! o Porto mete Lx debaixo de um braço assim sem grande esforço: esplanadas e bares, gente animando as ruas bonitas do centro, fiquei parva! la mobida chegou e espero que para ficar. o mano diz que o Porto é noite e pouco mais. talvez....já Évora nem noite nem pouco mais.
pormenor: jantar numa casa de pasto explorada por malta nova com bom gosto e boa cozinheira, acabar a noite com amigo da casa e malta que explora o espaço, acolhedores e simpáticos. o amigo da casa, bem....diz que está apaixonado e quer vir a Évora. surpresa das férias. ah...conheci a praia de Leça e Matosinhos antes de me levarem a casa de manhã.
Lisboa: não conta porque foi de passagem para casa da mãe que nem vive em Lx.
Sagres: ora bem...3 dias de praia com água quente (!!!!!!!!) e sem vento. ao 4.º dia uma nortada dos diabos que me impediu de dar último mergulho naquele mar maravilhoso. para desforrar, no regresso, parei na praia do Amado (alguém conhece?) e fiquei......sem palavras. praia do Amado (Carrapateira), 10:30h da manhã, indescritível - há tantos anos a ir para Sagres e nunca lá tinha ído. tenho a certeza que sei onde vai ser a minha próxima escapadela de Outono. e cada vez mais cheia de vontade de me inscrever numa escola de surf. começa a ser mais do que uma ideia daquelas que rapidamente se arrumam num cantinho qualquer da casa onde moram os pensamentos. resta saber como ficarei num fato de surfista, pois claro.
Barreiro: matar saudades da Ana. e sem esperar, café com a minha primeira grande paixão platónica, a dos meus quinze aninhos, o Alexandre. os 3 em 3 horas de conversa animada. temática: as relações humanas. what else?
back to Évora, formigas, plantinhas lindas que morreram, telefonemas do Porto madrugada dentro que me trazem de novo inquietação. não sei se me quero apaixonar. não sei mesmo.
ps - agora já só penso no dia 3 de Setembro e na minha soul trip pelas ilhas mais belas do Atlântico.
domingo, agosto 01, 2010
quinta-feira, julho 29, 2010
quase de férias
eu navego e procuro coisas para me distrair e encontrei esta bela capa.
aparece um housemate italiano que conversa com ela enquanto eu apareço de cuecas no sofá. lá virei a câmara. ele de qualquer modo só disse olá.
continuamos no skype e já não falamos muito, as duas. ela pode ver-me enquanto me distraio. eu posso vê-la enquanto ela cozinha. ela vai jantar com a amiga e eu oiço-as e vejo-as comer. fuckin' weird. era suposto eu estar a trabalhar que amanhã last day before
e depois até gosto de as ouvir e ver como se estivessem aqui ao pé de mim. e depois não sei se gosto assim tanto.
bem, vou rir-me da capa do disco mais um cadinho.
e amanhã.....dia de trabalhar que nem um cão e depois.....AHHHHHHH....ahhhhhhh!!!!ahhhhh!!!yeah. right..cool.
domingo, julho 25, 2010
sexta-feira, julho 23, 2010
terça-feira, julho 20, 2010
se eu pudesse
se eu pudesse dizia-te que ele é sereno
mas não posso.
nem quero.
e se quero, não posso.
se eu quisesse mostrava-te como poderiamos dar as mãos
mas não posso.
vou dormir.
talvez sonhe contigo.
se eu pudesse
quisera eu.
o que é nacional
sexta-feira, julho 16, 2010
me ditar
gostei da ameixa no fim, do beijo no início, dos sons, da brisa que vinha da janela.
e de novo, a constatação de que há qualquer coisa naquela casa...
p'rá semana quero mais.
quarta-feira, julho 14, 2010
um dó li tá
domingo, julho 11, 2010
terça-feira, julho 06, 2010
terça-feira hermética
tanta coisa ilusão.
olhares que se desencontram, olhares que se cruzam.
olhares suspensos por força do que tem mais força
alguns aceitam o sacrifício naturalmente
sacrifícios
hoje
de ocidental senhora e sua inadvertida melancolia
tudo fez como devia
oh, branca senhora cristalizada na sua vida em papel de arroz
não fazer lume perto
queima
arde
soprar para longe e devagar
ou deixar estar
há os de gáudio fácil e simples
desprezantes do normal
também brancos como cal
iludidos?
"um olho o diabo o outro olho deus"
ensinem-nos a ser livres.
segunda-feira, julho 05, 2010
domingo, julho 04, 2010
viagem...
...até ao sofá, para não fazer nenhum que está um calor dos infernos e nem para andar a arrumar e limpar a coisa está decente
...até à TV, long time long see, para ir vendo o filmezinho desta tarde na SIC e que os teenagers puseram no top, crepúsculo. so whitties, so cute, so american
...até à feira right know que já são 17:30h, último turno, gotta run!
terça-feira, junho 29, 2010
29 de Junho
mano lindo, és muita giro, tens muita pinta e fazes tão bem aquilo que fazes que és o meu orgulhinho!
já para não dizer que és inteligente pra xuxu, escreves bem pra carái e és teimoso que nem uma burra. também não tens jeitinho nenhum para fazer "coisas" (certas coisas) com as mãos o que é bem engraçado (quando eu te mandava almofadas e ainda assim elas caíam ao chão? remember?) bah..hahahaha..!!!
parabéns pelos
espero, que um dia te reconheçam como ao Saramago para me pagares uma volta ao mundo durante 3 anos e para que possas finalmente ser livre às custas do dinheiro e da fama. espero, que o que acabei de dizer não signifique que me desvie do meu caminho através do que já começa a fazer muito sentido que o resto é balelas e nada tem que ver com dinheiro. (vómito) by the way, grande vómito, aquele do CCB...
olha, vemo-nos pouco, falamos pouco mas sabes bem que te amo do fundo do meu coração. um bêjo nessa bochecha, mano lindo.
domingo, junho 27, 2010
domingo
domingo, junho 20, 2010
o cinema paraíso nas matinés cinéfilas
O mau momento da tarde aconteceu quando me transformei numa assassína a sangue frio, por força das Universais Leis do Acaso um pássaro voou no minha direcção e eu voei na dele, desgraçado...o meu carro foi demais para o bicho e a minha consciência ainda me pesou. Não tive tempo de nada, excepto matá-lo.
Cheguei ao Redondo right on time, mas antes disso, horas antes, não deu para ler tudo o que queria sobre Saramago no jornal de ontem. Não deu para ver a exposição de fotografia turca que só fica até dia 27, não deu para aspirar a casa e arrumar a restante roupa de Inverno, não deu para um café com um amigo disponível, não deu para ficar em casa a ler os 5 livros que ando a ler arrastadamente. Mas deu para ir às matinés cinéfilas do Redondo. É curioso, mas não me lembrava das últimas cenas do filme, o reencontro de Salvatore e de Elena, por exemplo...terei eu visto o filme, ou sonhei que o vi? A quantas coisas ou situações vi eu acontecer-me confundir o real com o imaginado? Algumas, por estranho que pareça.
Bem, o certo é isto: o filme que vi, ou revi, foi novo para mim. Desta vez vi uma obra-prima. Um filme especial, eu digo. Toca em tudo - amizade, amor, carreira, o cinema e o amor ao cinema.. Chorei, mas chorei à séria em algumas cenas e senti-me embaraçada porque no fim a minha cara iria estar uma boa coisa. Estava menos mal, creio. Mas reitero que desta vez vi uma obra-prima, e sei que filmes destes não se fazem muitos. Genuíno.
Takis ainda puxou por nós no fim, mas algumas das poucas senhora da terra que tinham ído à matiné, foram-se embora pouco depois...provavelmente os maridos ou os filhos aguardavam-nas para retomarem as suas posições no lar, mas todos concordámos na emoção que o filme transpõe, parece que todos chorámos, a dada altura, e eu senti-me menos piegas. Mais tarde, e chegada a Évora, percebi que estava com o período. Right.
Mas, aquilo que pretendo aqui deixar, talvez a mais emotiva cena da tarde, senão sentida na pele pelo menos no intelecto, foi quando a dada altura do filme me apercebo que há uma senhora idosa, sentada com mais um casal de idosos, que vai lendo incansavelmente as legendas do filme (longo, longo...) em voz alta, muito discretamente, aos outros dois. Os senhores eram analfabetos. Quando eu me apercebi, enlevou-se a minha alma. O amor e a generosidade que tanto procuramos está aqui, nas acções sacrificiais de humanidade que damos na direcção do outro, pelo outro, com o outro. Nessa altura, devo ter chegado à parte do filme em que chorar me fez doer um bocadinho o peito e sorrir ao mesmo tempo.
sábado, junho 19, 2010
domingo, junho 13, 2010
quarta-feira, junho 09, 2010
domingo, junho 06, 2010
You mustn't show weakness
and you've got to have a tan.
But sometimes I feel like the thin veils
of Jewish women who faint
at weddings and on Yom Kippur.
You mustn't show weakness
and you've got to make a list
of all the things you can load
in a baby carriage without a baby.
This is the way things stand now:
if I pull out the stopper
after pampering myself in the bath,
I'm afraid that all of Jerusalem, and with it the whole world,
will drain out into the huge darkness.
In the daytime I lay traps for my memories
and at night I work in the Balaam Mills,
turning curse into blessing and blessing into curse.
And don't ever show weakness.
Sometimes I come crashing down inside myself
without anyone noticing. I'm like an ambulance
on two legs, hauling the patient
inside me to Last Aid
with the wailing of cry of a siren
and people think it's ordinary speech.
Yehuda Amichai
Translated by Chana Bloch and Stephen Mitchel
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quinta-feira, junho 03, 2010
feira do livro 2010
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quinta-feira, maio 27, 2010
segunda-feira, maio 24, 2010
domingo, maio 16, 2010
sexta-feira, maio 14, 2010
quarta-feira, maio 05, 2010
definitivamente, o mais belo amor da minha vida, up until now...até tenho medo.
que não cresçam demasiado, que não sejamos muitos muitos a gostar assim. brr...
high violet
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segunda-feira, maio 03, 2010
diário de uma viagem a quatro
depois da prainha, papinha, andámos sempre esfomeadas, longas horas sem comer e depois ficávamos a dar para o esganadas....eu nem por isso, vá-se lá saber. fomos petiscar na Mesa do Capitão, em Alvor. eu simpatizei com o "ar" de um dos simpáticos empregados, o rapaz fez-me lembrar o Ruppert Everett , ar meigo. pedimos ameijoas, salada de polvo, salada russa com camarão, e agora não me lembro da outra coisa (?) mas estava tudo bom, em especial as ameijoas. tudo bem servido, no fim uma sobremesa para dividir pelas 4, merengue de morango, nham! os senhores ofereceram-nos uma bebida para a despedida, bem bom este fim de tarde. a seguir lojinhas, gastar dinheiro à grande e sem tino, eu com umas havainas douradas lindas, e logo a seguir as outras irresistíveis, a Marina com um vestido novo, a Ana com um vestido novo e a Sandra, comprou um lenço (quem diria, um lencinho apenas, hein?) esta foi a parte estranha da coisa, havia quem de nós não pensasse em comprar nada por estes dias e acabou com 2 pares de sandálias! puxa pá, é difícil resistir à oferta das lojas algarvias, that's for sure..fomos para casa já tarde, prepararmo-nos para uma noitada na Rocha, conhecer um bar recomendado por um surfista muito querido, o Cool era o bar, que fazia festa de 6.º aniversário...a coisa prometia! primeiro, e depois de horas de preparo animado, passámos no Bolan, um bar em Alvor, igualmente recomendado pelo amigo do surf, e onde emborcámos umas morangoskas e umas caipirinhas, mas a animação aí não era muita, lá nos fomos para o Cool. de táxi, que a Ana queria estar à vontade para beber uns copos. do not drink and drive, babes. bem, o Cool animado estava, pedimos mojitos, mal servidos pareceu-me, e fomos para um espaço com menos gente apinhada, curtir a musica e os balões azuis. eu, exigente, achei o DJ mauzinho p'ra xuxu, mas ainda mexemos o traseiro ao som de Da Vinci(!), e os balões a dançarem connosco, afinal era dia de festa lá na casa, let's dance!! depois da Dina, ou seria a Dora? e do Dartacão, fomos até à porta da Catedral, a discoteca lá do burgo, tentadas a entrar, mas não entrámos. o som estava demasiado mau, e acabámos por ficar por ali. mas antes do táxi que nos levou de volta a casa, fomos ver a Lua cheia a iluminar aquele mar calmo e doce, ai praia da rocha, ficas linda sem ninguém (a minha primeira impressão da praia da rocha, foi há uns bons anos, quando o Filipe me levou lá num dia de Agosto...escusado será dizer que fiquei mal impressionada, embora a praia seja muito bonita, claro). Segue fotozinha sem grande qualidade, da festa dos balões azuis. as meninas dançavam e estavam belas.
Terceiro dia, dia de partida para Sagres - obviamente, e para quem me conhece bem, sabe que não podia estar ali tão perto e não negociar uma noite pelo menos, um dia pelo menos, em Sagres, a minha Sagres, sim, minha, há-de ser sempre, e quando eu morrer, gostava de deixar lá ficar o meu corpo e a minha alma, junto daquele mar, do vento, das escarpas, dos cactos e do Farol, do azul - e fomos semi-corridas do apartamento, já era tarde e nós dormiamos, mas acabou em bem, o atraso foi pouco. Primeiro, praia do Vau, de novo, era a mais abrigada e a água estava óptima...meditação à beira-mar, Marina, a minha surpresa boa da viagem, um amor, um mimo. só podia ser amiga da Ana, boa gente atrai boa gente, right? Marina meditou e explicou-nos, estavamos atentas, sim, eu também. fazia-me bem meditar. fazia-me bem experimentar esvaziar a mente de todo o pensamento, deixando-o fluir, let it flow silvie, let it flow.
sexta-feira, abril 23, 2010
quarta-feira, abril 21, 2010
segunda-feira, abril 19, 2010
always the sky
always the sea
sometimes
the edge
inside of me
if not for life
than what else it would be
things I cannot reach
are things I cannot see
the matters of the heart
confusion to be
restless the mind
when the spirit's no longer free
trapped and alive
joyfull uneasiness
seeking the balance
to feel safe from thee?
when the smile is so radiant
as the feeling to be
if the boy is exploring
the girl needs to sleep
shall we wait for the morning?
shall we try to take some rest?
the heart's already longing
but the future's unsettled
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sexta-feira, abril 16, 2010
Ecce Homo
Desbaratamos deuses, procurando
Um que nos satisfaça ou justifique.
Desbaratamos esperança, imaginando
Uma causa maior que nos explique.
Pensando nos secamos e perdemos
Esta força selvagem e secreta,
Esta semente agreste que trazemos
E gera heróis e homens e poetas.
Pois Deuses somos nós. Deuses do fogo
Malhando-nos a carne, até que em brasa
Nossos sexos furiosos se confundam,
Nossos corpos pensantes se entrelacem
E sangue, raiva, desespero ou asa,
Os filhos que tivermos forem nossos.
José Carlos Ary dos Santos
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segunda-feira, abril 12, 2010
sexta-feira, abril 09, 2010
sexta-feira, março 26, 2010
quinta-feira, março 25, 2010
quarta-feira, março 24, 2010
quarta-feira, março 10, 2010
segunda-feira, março 08, 2010
sexta-feira, março 05, 2010
com mais dois filmes enchi os últimos dias de bom cinema. o último (Welcome) inquietante, poderoso, sem floreados, história de emigração e amor, a cereja no topo do bolo.
as últimas 15 páginas do Hemisfério Pessoal (o tal de que não me lembrava) aguardam que o sono não me vença quando me deito. fiquei com uma enorme vontade de conhecer a Turquia, o Afeganistão (o mais desolador dos desolados, o mais arcaico, assustador e tribal..), a Nova Zelândia. Numa viagem só. 3 meses chegavam-me. (risos).
e esta chuva que já me anda a mexer com os nervos e a boa disposição começou aos poucos a dar lugar a uma irritabilidade silenciosa...definitivamente, prova da minha incapacidade de viver em países cinzentos.
eric rohmer na Harmonia, terá público? os fins de semana de turno para ela que me deixam desesperada, já não tenho vontade ou grande prazer, dramatizo, e penitencio-me mas...que fazer quando o amor acaba? preciso dela mas já não quero viver com ela, para quando o divórcio?
voz off [o bom humor é dádiva que a intervenção humana dificulta. resta-nos a capacidade de preservação, e aprender o jogo de cintura que nos afasta da angústia].
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quarta-feira, fevereiro 24, 2010
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
segunda-feira, fevereiro 08, 2010
ser artista em Portugal é...dureza

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sexta-feira, janeiro 29, 2010
dá-me poesia no quarto branco com flores
de perfumes silvestres
quero a poesia que me deste
porque ela é minha por força
do que se deseja assim
dá-me flores meu amor
rôxas, brancas e amarelas de planície
dá-me a poesia toda dos dias que eu quero
verdadeira e vital e única
eu
no teu desejo de mim
dá-me o perfume de espaços também
não sou esquisita de gostos
quase amo toda a poesia
antes fosse ela escrita só para mim
dá-me tudo como se fosse acabar o mundo
daqui a um segundo apenas, meu amor
não te irá pesar de mo teres oferecido assim
se eu sou igual a ti e tu não sabes
dá-me o teu hálito perto da minha face
o teu olhar a olhar perene o meu olhar
deixa-me em silêncio contemplar (te)
quero que me tragas e trazendo-te até mim
dir-te-ei tudo o que não posso ainda dizer-te, não.
irás perder-te no meu toque no meu afagar
e
colar-te-ei se eu te quebrar
ne eternidade das coisas que ainda não são
presente ou futuro, quem nos dirá?
seremos juntos o mar e as ondas da manhã.
JAN 2010
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