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terça-feira, dezembro 16, 2008
quinta-feira, dezembro 11, 2008
segunda-feira, dezembro 08, 2008
domingo, novembro 30, 2008
sexta-feira, novembro 28, 2008
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o ocidental mundo entediado
com mil imagens vai brincando inebriado
no ocidental mundo desinteressado
mais um brinquedo novo é inventado
do ocidental mundo equivocado
tiram-se imagens de mil ângulos "estudados"
onde encontras as legendas que se perderam
deste ocidental mundo fotografado?
há um ocidental mundo transformado
só em palavras livros mãos razão amor.
há um negativo eternamente revelado
do ocidental mundo
não-sonhado
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o ocidental mundo entediado
com mil imagens vai brincando inebriado
no ocidental mundo desinteressado
mais um brinquedo novo é inventado
do ocidental mundo equivocado
tiram-se imagens de mil ângulos "estudados"
onde encontras as legendas que se perderam
deste ocidental mundo fotografado?
há um ocidental mundo transformado
só em palavras livros mãos razão amor.
há um negativo eternamente revelado
do ocidental mundo
não-sonhado
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quarta-feira, novembro 19, 2008
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“Entre les murs” é um daqueles filmes com um ritmo cativante, fixei o olhar na tela, presa aos diálogos incessantes entre o professor de francês e os putos na sala de aula, as reacções deles, a agressividade doce, a esperteza, a luta do gato e do rato, a distracção final do professor.
A determinada altura, senti-me cansada, foi quando me coloquei do lado do professor, a sua constante tentativa de impor disciplina e chamar a atenção sobre as matérias, as respostas provocatórias recebidas, o barulho e movimentos ininterruptos naquelas cadeiras…
Houve momentos em que me senti do lado deles (as), sentada na cadeira a olhar o professor enquanto punha os pés na cadeira do colega da frente, a mão na cara, tombada para o lado, a reparar nos olhos bonitos dele e a rir-me da piadola vinda do colega corajoso lá de trás…
A graça do filme vi-a na forma como somos transportados lá para dentro, dentro deles todos. E como é tão mais fácil entender quando entramos pelos outros adentro. Isto, se quisermos entender.
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“Entre les murs” é um daqueles filmes com um ritmo cativante, fixei o olhar na tela, presa aos diálogos incessantes entre o professor de francês e os putos na sala de aula, as reacções deles, a agressividade doce, a esperteza, a luta do gato e do rato, a distracção final do professor.
A determinada altura, senti-me cansada, foi quando me coloquei do lado do professor, a sua constante tentativa de impor disciplina e chamar a atenção sobre as matérias, as respostas provocatórias recebidas, o barulho e movimentos ininterruptos naquelas cadeiras…
Houve momentos em que me senti do lado deles (as), sentada na cadeira a olhar o professor enquanto punha os pés na cadeira do colega da frente, a mão na cara, tombada para o lado, a reparar nos olhos bonitos dele e a rir-me da piadola vinda do colega corajoso lá de trás…
A graça do filme vi-a na forma como somos transportados lá para dentro, dentro deles todos. E como é tão mais fácil entender quando entramos pelos outros adentro. Isto, se quisermos entender.
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terça-feira, novembro 18, 2008
domingo, novembro 02, 2008
terça-feira, outubro 28, 2008
vem o frio que trás a clausura
voltas ao passado
quando o corpo te empurra
o retorno ao ecrã
em branda cadência
de escritas leves e leitura vã
sabes que não volta
o tempo que te leva
não vai voltar
há estranhos sonhos
a tocar ao de leve
no real
e suavemente sob os pássaros, sob o sol vermelho
o corpo tomba em morte idílica
suavemente sobre o mar
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voltas ao passado
quando o corpo te empurra
o retorno ao ecrã
em branda cadência
de escritas leves e leitura vã
sabes que não volta
o tempo que te leva
não vai voltar
há estranhos sonhos
a tocar ao de leve
no real
e suavemente sob os pássaros, sob o sol vermelho
o corpo tomba em morte idílica
suavemente sobre o mar
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quarta-feira, agosto 20, 2008
segunda-feira, junho 16, 2008
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reencontros
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“Na Primavera, regressámos a Fez e ficámos no Belvedere. Eu estava a terminar The Sheltering Sky e a Jane estava imersa na sua novela Camp Cataract. Ao raiar do dia, tomávamos o pequeno-almoço na cama no seu quarto. Depois, eu ia para o meu quarto, deixando a porta aberta para que pudéssemos comunicar, se assim o quiséssemos. Numa dada altura, ela estava em dificuldades com uma ponte que tentava construir sobre um desfiladeiro. “Bupple! O que é um cantilever, ao certo?” ou “Pode-se dizer que as pontes têm contrafortes?” Imerso na escrita dos meus capítulos finais, respondia-lhe o que me ocorresse, sem sair do meu estado voluntário de obsessão. Ela ficava calada durante um bocado, e depois voltava a chamar-me. A torrente do rio, mesmo por baixo das nossas janelas, deixava apenas ouvir os sons mais penetrantes; as comunicações tinham de ser bastante importantes, para que valesse a pena gritar. Após três ou quatro manhãs, apercebi-me de que algo estava errado; ela ainda estava na ponte. Levantei-me e entrei no seu quarto. Falámos sobre o problema durante um bocado, e confessei-me intrigado. “Porque é que tens de construir o diacho da coisa?”, perguntei-lhe. “Porque não dizes apenas que estava ali, e pronto?” Ela abanou a cabeça. “Se não souber como foi construída, não consigo vê-la.”Achei isto incrível. Nunca me ocorrera que tais considerações pudessem estar implicadas no acto de escrever. Talvez pela primeira vez vislumbrasse o que a Jane queria dizer quando afirmava, como muitas vezes o fazia, que escrever era “tão difícil”.”
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Memórias de Um Nómada
Paul Bowles
Colecção: Testemunhos
Assírio & Alvim - 2007
Tradução: José Gabriel Flores
Formato: Edição Brochada ISBN: 978-972-37-1202-5 Preço de Capa: 22€ Preço assirio.com: 19.8€
Colecção: Testemunhos
Assírio & Alvim - 2007
Tradução: José Gabriel Flores
Formato: Edição Brochada ISBN: 978-972-37-1202-5 Preço de Capa: 22€ Preço assirio.com: 19.8€
segunda-feira, maio 12, 2008
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the national na aula magna
Após longa pausa de escrita no meu blogue, ficar sossegada depois de assistir ontem, ao concerto dos National, seria tolice.
Acometida pela síndrome pré-concerto de banda favorita (uma mistura de adolescente irrequieta com trintona contida), lá fui eu de mansinho para os ver e ouvir, e que bem que aquilo me soube.
Os tipos são bons - e simpáticos e simples -, as letras poemas urbanos, o Matt é belo e tímido, as guitarras do melhor e aquela bateria é um mimo espásmico. Pena o som nas primeiras músicas, mas depois melhorou.
O 'momento alto' surge quando o vocalista se lança pelas doutorais acima - e adentro - e deixa os fãs-do-bilhetinho-dos-35-euros deliciados. Também eu fiquei, embora cá atrás: teve bastante piada observar até que ponto o senhor se aguentava sem se espalhar, depois da garrafita de branco emborcada. Eu no fundo estava era preocupada: "e se cais, pá?". A imagem deu-me o riso que me devolveu a bela fusão entre nós e eles.
O meu momento alto foram duas*, não sendo as mais 'badaladas' da banda, deixaram-me encantada. Ok, o Mr November, o Fake Empire e outras souberam mais que bem, mas estas duas levaram-me a fixar os olhos neles e entrei por ali adentro, pelo palco fora. Corri-os a todos, caramba, grande baterista (e não, não é nestas duas que se percebe bem o que quero dizer)! Os gémeos são bons, bem bons nas guitarradas e o Matt andou por ali meio deslocado, aposto que o lugar favorito do homem é o sofá. De caderno e garrafa munido.... used to be carried in the arms of cheer leaders.
A ironia assenta-lhe bem.
E a poesia também.
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
terça-feira, janeiro 29, 2008
quinta-feira, janeiro 10, 2008
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Há uma estrada que leva a nenhum lugar
Onde se encontra o que ninguém procura
Feita de névoa onde deambulam corações
Buscando brilho onde a noite é a mais escura.
Há uma roleta onde se trocam emoções
Outrora mesa de um jogo sem risco
Calha na sorte um medo sem norte
Uma palavra, uma frase. Tontura.
Se branco ou negro o devir que é lançado
Se mais Força que fraquezas, mistério vão
Quando se solta na mesa o mágico dado
Dão-te milagres que ofuscam a Razão.
Há uma estrada que leva a nenhum lugar
Onde se encontra o que ninguém procura
Feita de névoa onde deambulam corações
Buscando brilho onde a noite é a mais escura.
Há uma roleta onde se trocam emoções
Outrora mesa de um jogo sem risco
Calha na sorte um medo sem norte
Uma palavra, uma frase. Tontura.
Se branco ou negro o devir que é lançado
Se mais Força que fraquezas, mistério vão
Quando se solta na mesa o mágico dado
Dão-te milagres que ofuscam a Razão.
. 28.12.2007
quarta-feira, janeiro 09, 2008
quinta-feira, dezembro 06, 2007
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Passover
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This is the crises I knew had to come
Destroying the balance I'd kept
Doubting and settling and turning around
Wondering what will come next
Is this the role that you wanted to live
I was foolish to ask for so much
Without the protection and infancy's guard
It all falls apart at the first touch
Watching the reel as it comes to a close
Brutally taking its time
People who change for no reason at all
It's happening all of the time
Can I go on with this train of defense
Disturbing and purging my mind
I count up my duties, when all's said and done
I know that I'll lose every time
Moving along in our God given ways
Safety is sat by the fire
Sanctuary from these feverish smiles
Left with a mark on the door
Is this the gift that I wanted to give
Forgive and forget's what they teach
I'll pass through the deserts and wastelands once more
And watch as they drop by the beach
This is a crises I knew had to come
Destroying the balance I'd kept
Turning around to the next set of lies
Wondering what will come next
Passover
.
This is the crises I knew had to come
Destroying the balance I'd kept
Doubting and settling and turning around
Wondering what will come next
Is this the role that you wanted to live
I was foolish to ask for so much
Without the protection and infancy's guard
It all falls apart at the first touch
Watching the reel as it comes to a close
Brutally taking its time
People who change for no reason at all
It's happening all of the time
Can I go on with this train of defense
Disturbing and purging my mind
I count up my duties, when all's said and done
I know that I'll lose every time
Moving along in our God given ways
Safety is sat by the fire
Sanctuary from these feverish smiles
Left with a mark on the door
Is this the gift that I wanted to give
Forgive and forget's what they teach
I'll pass through the deserts and wastelands once more
And watch as they drop by the beach
This is a crises I knew had to come
Destroying the balance I'd kept
Turning around to the next set of lies
Wondering what will come next
JD
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