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"welcome to mali"
Amadou & Mariam, último álbum, algumas músicas produzidas e co-escritas por Damon Albarn que também toca alguns instrumentos. Precious..
sábado, março 07, 2009
segunda-feira, março 02, 2009
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
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Good Fellas

Good Fellas

Onde estão os nossos princípios? Onde reside a nossa virtude? O que é essencial para um homem ser mais que um homem, quando se torna absolutamente necessário?
Stauffenberg foi um oficial nazi descontente com o rumo que o seu país tomara nas mãos de Hitler, tornando-se adverso à ideologia dominante, comprometido por uma guerra que desejava não ver continuar e preocupado em limpar a imagem da sua pátria corrompida por valores que não eram mais os seus, amorais, imorais, embaraçosos. Teve a coragem de assumir uma posição contrária, juntamente com outros que com ele urdiram um plano para pôr termo à vida do Führer.
Escolher por boicotar e derrubar um regime como o nazi, foi concerteza uma opção difícil, complexa, corajosa. Um regime visceralmente hierarquizado e controlado, de homens submissos e desconfiados, silenciosos, alguns genuinamente leais, outros habilmente persuadidos, outros ainda, inquietantemente fingidores. Encontrou determinação para, colocando a sua vida em risco, intentar contra a vida de Hitler e seus camaradas, e assim repor a dignidade de uma pátria enxovalhada aos olhos do mundo aliado.
Isto responde à questão inicial, se pensarmos que os princípios deste oficial, permaneceram quando deles necessitou para ser um homem, e não um rato.
Os valores de uma pátria conservadora mas guiada por elevados padrões de moral, de ética, sobretudo, terão condicionado a sua opção. Ser leal a estes princípios foi uma certeza num determinado momento da sua vida, da vida dos seus colegas de conluio, culminando na derradeira tentativa de matar Hitler, tomar o poder, aniquilar as SS, repor uma nova/velha ordem social e moral. Mostrar aos Aliados que nem toda a Alemanha pensava e agia do mesmo modo, foi acto de grande coragem, sem no entanto podermos afastar a hipótese de, na iminência de Normandia e estando cientes dela, também esse acto conter em si mesmo, o temor de represálias e sobretudo, da vergonha.
Aqueles aristocratas e oficiais, políticos e funcionários, foram concerteza mais homens que muitos homens que ainda hoje vamos vendo por aí…a fazer de homens, pois desconhecem a sua verdadeira identidade: sendo ratos.
Stauffenberg foi um oficial nazi descontente com o rumo que o seu país tomara nas mãos de Hitler, tornando-se adverso à ideologia dominante, comprometido por uma guerra que desejava não ver continuar e preocupado em limpar a imagem da sua pátria corrompida por valores que não eram mais os seus, amorais, imorais, embaraçosos. Teve a coragem de assumir uma posição contrária, juntamente com outros que com ele urdiram um plano para pôr termo à vida do Führer.
Escolher por boicotar e derrubar um regime como o nazi, foi concerteza uma opção difícil, complexa, corajosa. Um regime visceralmente hierarquizado e controlado, de homens submissos e desconfiados, silenciosos, alguns genuinamente leais, outros habilmente persuadidos, outros ainda, inquietantemente fingidores. Encontrou determinação para, colocando a sua vida em risco, intentar contra a vida de Hitler e seus camaradas, e assim repor a dignidade de uma pátria enxovalhada aos olhos do mundo aliado.
Isto responde à questão inicial, se pensarmos que os princípios deste oficial, permaneceram quando deles necessitou para ser um homem, e não um rato.
Os valores de uma pátria conservadora mas guiada por elevados padrões de moral, de ética, sobretudo, terão condicionado a sua opção. Ser leal a estes princípios foi uma certeza num determinado momento da sua vida, da vida dos seus colegas de conluio, culminando na derradeira tentativa de matar Hitler, tomar o poder, aniquilar as SS, repor uma nova/velha ordem social e moral. Mostrar aos Aliados que nem toda a Alemanha pensava e agia do mesmo modo, foi acto de grande coragem, sem no entanto podermos afastar a hipótese de, na iminência de Normandia e estando cientes dela, também esse acto conter em si mesmo, o temor de represálias e sobretudo, da vergonha.
Aqueles aristocratas e oficiais, políticos e funcionários, foram concerteza mais homens que muitos homens que ainda hoje vamos vendo por aí…a fazer de homens, pois desconhecem a sua verdadeira identidade: sendo ratos.
terça-feira, dezembro 16, 2008
quinta-feira, dezembro 11, 2008
segunda-feira, dezembro 08, 2008
domingo, novembro 30, 2008
sexta-feira, novembro 28, 2008
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o ocidental mundo entediado
com mil imagens vai brincando inebriado
no ocidental mundo desinteressado
mais um brinquedo novo é inventado
do ocidental mundo equivocado
tiram-se imagens de mil ângulos "estudados"
onde encontras as legendas que se perderam
deste ocidental mundo fotografado?
há um ocidental mundo transformado
só em palavras livros mãos razão amor.
há um negativo eternamente revelado
do ocidental mundo
não-sonhado
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o ocidental mundo entediado
com mil imagens vai brincando inebriado
no ocidental mundo desinteressado
mais um brinquedo novo é inventado
do ocidental mundo equivocado
tiram-se imagens de mil ângulos "estudados"
onde encontras as legendas que se perderam
deste ocidental mundo fotografado?
há um ocidental mundo transformado
só em palavras livros mãos razão amor.
há um negativo eternamente revelado
do ocidental mundo
não-sonhado
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quarta-feira, novembro 19, 2008
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“Entre les murs” é um daqueles filmes com um ritmo cativante, fixei o olhar na tela, presa aos diálogos incessantes entre o professor de francês e os putos na sala de aula, as reacções deles, a agressividade doce, a esperteza, a luta do gato e do rato, a distracção final do professor.
A determinada altura, senti-me cansada, foi quando me coloquei do lado do professor, a sua constante tentativa de impor disciplina e chamar a atenção sobre as matérias, as respostas provocatórias recebidas, o barulho e movimentos ininterruptos naquelas cadeiras…
Houve momentos em que me senti do lado deles (as), sentada na cadeira a olhar o professor enquanto punha os pés na cadeira do colega da frente, a mão na cara, tombada para o lado, a reparar nos olhos bonitos dele e a rir-me da piadola vinda do colega corajoso lá de trás…
A graça do filme vi-a na forma como somos transportados lá para dentro, dentro deles todos. E como é tão mais fácil entender quando entramos pelos outros adentro. Isto, se quisermos entender.
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“Entre les murs” é um daqueles filmes com um ritmo cativante, fixei o olhar na tela, presa aos diálogos incessantes entre o professor de francês e os putos na sala de aula, as reacções deles, a agressividade doce, a esperteza, a luta do gato e do rato, a distracção final do professor.
A determinada altura, senti-me cansada, foi quando me coloquei do lado do professor, a sua constante tentativa de impor disciplina e chamar a atenção sobre as matérias, as respostas provocatórias recebidas, o barulho e movimentos ininterruptos naquelas cadeiras…
Houve momentos em que me senti do lado deles (as), sentada na cadeira a olhar o professor enquanto punha os pés na cadeira do colega da frente, a mão na cara, tombada para o lado, a reparar nos olhos bonitos dele e a rir-me da piadola vinda do colega corajoso lá de trás…
A graça do filme vi-a na forma como somos transportados lá para dentro, dentro deles todos. E como é tão mais fácil entender quando entramos pelos outros adentro. Isto, se quisermos entender.
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terça-feira, novembro 18, 2008
domingo, novembro 02, 2008
terça-feira, outubro 28, 2008
vem o frio que trás a clausura
voltas ao passado
quando o corpo te empurra
o retorno ao ecrã
em branda cadência
de escritas leves e leitura vã
sabes que não volta
o tempo que te leva
não vai voltar
há estranhos sonhos
a tocar ao de leve
no real
e suavemente sob os pássaros, sob o sol vermelho
o corpo tomba em morte idílica
suavemente sobre o mar
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voltas ao passado
quando o corpo te empurra
o retorno ao ecrã
em branda cadência
de escritas leves e leitura vã
sabes que não volta
o tempo que te leva
não vai voltar
há estranhos sonhos
a tocar ao de leve
no real
e suavemente sob os pássaros, sob o sol vermelho
o corpo tomba em morte idílica
suavemente sobre o mar
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quarta-feira, agosto 20, 2008
segunda-feira, junho 16, 2008
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reencontros
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“Na Primavera, regressámos a Fez e ficámos no Belvedere. Eu estava a terminar The Sheltering Sky e a Jane estava imersa na sua novela Camp Cataract. Ao raiar do dia, tomávamos o pequeno-almoço na cama no seu quarto. Depois, eu ia para o meu quarto, deixando a porta aberta para que pudéssemos comunicar, se assim o quiséssemos. Numa dada altura, ela estava em dificuldades com uma ponte que tentava construir sobre um desfiladeiro. “Bupple! O que é um cantilever, ao certo?” ou “Pode-se dizer que as pontes têm contrafortes?” Imerso na escrita dos meus capítulos finais, respondia-lhe o que me ocorresse, sem sair do meu estado voluntário de obsessão. Ela ficava calada durante um bocado, e depois voltava a chamar-me. A torrente do rio, mesmo por baixo das nossas janelas, deixava apenas ouvir os sons mais penetrantes; as comunicações tinham de ser bastante importantes, para que valesse a pena gritar. Após três ou quatro manhãs, apercebi-me de que algo estava errado; ela ainda estava na ponte. Levantei-me e entrei no seu quarto. Falámos sobre o problema durante um bocado, e confessei-me intrigado. “Porque é que tens de construir o diacho da coisa?”, perguntei-lhe. “Porque não dizes apenas que estava ali, e pronto?” Ela abanou a cabeça. “Se não souber como foi construída, não consigo vê-la.”Achei isto incrível. Nunca me ocorrera que tais considerações pudessem estar implicadas no acto de escrever. Talvez pela primeira vez vislumbrasse o que a Jane queria dizer quando afirmava, como muitas vezes o fazia, que escrever era “tão difícil”.”
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Memórias de Um Nómada
Paul Bowles
Colecção: Testemunhos
Assírio & Alvim - 2007
Tradução: José Gabriel Flores
Formato: Edição Brochada ISBN: 978-972-37-1202-5 Preço de Capa: 22€ Preço assirio.com: 19.8€
Colecção: Testemunhos
Assírio & Alvim - 2007
Tradução: José Gabriel Flores
Formato: Edição Brochada ISBN: 978-972-37-1202-5 Preço de Capa: 22€ Preço assirio.com: 19.8€
segunda-feira, maio 12, 2008
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the national na aula magna
Após longa pausa de escrita no meu blogue, ficar sossegada depois de assistir ontem, ao concerto dos National, seria tolice.
Acometida pela síndrome pré-concerto de banda favorita (uma mistura de adolescente irrequieta com trintona contida), lá fui eu de mansinho para os ver e ouvir, e que bem que aquilo me soube.
Os tipos são bons - e simpáticos e simples -, as letras poemas urbanos, o Matt é belo e tímido, as guitarras do melhor e aquela bateria é um mimo espásmico. Pena o som nas primeiras músicas, mas depois melhorou.
O 'momento alto' surge quando o vocalista se lança pelas doutorais acima - e adentro - e deixa os fãs-do-bilhetinho-dos-35-euros deliciados. Também eu fiquei, embora cá atrás: teve bastante piada observar até que ponto o senhor se aguentava sem se espalhar, depois da garrafita de branco emborcada. Eu no fundo estava era preocupada: "e se cais, pá?". A imagem deu-me o riso que me devolveu a bela fusão entre nós e eles.
O meu momento alto foram duas*, não sendo as mais 'badaladas' da banda, deixaram-me encantada. Ok, o Mr November, o Fake Empire e outras souberam mais que bem, mas estas duas levaram-me a fixar os olhos neles e entrei por ali adentro, pelo palco fora. Corri-os a todos, caramba, grande baterista (e não, não é nestas duas que se percebe bem o que quero dizer)! Os gémeos são bons, bem bons nas guitarradas e o Matt andou por ali meio deslocado, aposto que o lugar favorito do homem é o sofá. De caderno e garrafa munido.... used to be carried in the arms of cheer leaders.
A ironia assenta-lhe bem.
E a poesia também.
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
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