domingo, fevereiro 20, 2011
sábado, fevereiro 12, 2011
Donnez moi une suite au Ritz, je n'en veux pas !
Des bijoux de chez CHANEL, je n'en veux pas !
Donnez moi une limousine, j'en ferais quoi ? papalapapapala
Offrez moi du personnel, j'en ferais quoi ?
Un manoir a Neufchatel, ce n'est pas pour moi.
Offrez moi la Tour Eiffel, j'en ferais quoi ? papalapapapala
Je Veux d'l'amour, d'la joie, de la bonne humeur,
ce n'est pas votre argent qui f'ra mon bonheur,
moi j'veux crever la main sur le coeur papalapapapala
allons ensemble, découvrir ma liberté,
oubliez donc tous vos clichés, bienvenue dans ma réalité.
J'en ai marre de vos bonnes manières, c'est trop pour moi !
Moi je mange avec les mains et j'suis comme ça !
J'parle fort et je suis franche, excusez moi !
Finie l'hypocrisie moi j'me casse de là !
J'en ai marre des langues de bois !
Regardez moi, toute manière j'vous en veux pas et j'suis comme çaaaaaaa (j'suis comme çaaa) papalapapapala
Je Veux d'l'amour, d'la joie, de la bonne humeur,
ce n'est pas votre argent qui f'ra mon bonheur,
moi j'veux crever la main sur le coeur papalapapapala
allons ensemble, découvrir ma liberté,
oubliez donc tous vos clichés, bienvenue dans ma réalité.
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
a sustentável leveza do ser?
esta foto foi tirada pela Regina, e eu apaixonei-me pela imagem. as cores são tão bonitas...gosto da pose, gosto daquele céu com nuvens brancas e cinza, um céu de inverno que me remete para a eternidade das coisas que são. gosto do verde a misturar-se ao longe com o azul. gosto do campo, da planície, é bom estar frio ainda que não goste tanto do título que ela deu à foto. estava frio, mas a imagem tem pouco do termo. os tons não são quentes mas de uma beleza que a mim me excita e acalma em simultâneo. ela tem muitas mais, aqui. e eu gosto e partilho, apesar da timidez da autora;)
quarta-feira, janeiro 26, 2011
pecado não é sonhar, esperar por coisas boas do futuro e que elas nos aconteçam a nós. pecado é achar que estamos a delirar quando deixamos a nossa imaginação voar bem alto com medo que ela se estatele no chão e a alma se magoe irreversivelmente. pecado é o medo da queda, quando ela pode nunca acontecer.
e no fim só queremos coisas tão simples, todos nós..
sábado, janeiro 15, 2011
terça-feira, janeiro 04, 2011
atlânticalgia
eram cerca das 9h da manhã. nevava. apareci ao mundo quando ele, à minha volta, se pintava de branco, a cor da paz. que é coisa que se procura muito nesta vida, não é?
estava frio, pois. como frias são algumas coisas com que nos deparamos pelo caminho.
hoje acordei onde me apetece estar sempre que posso, sempre que tenho tempo para lá voltar. abri a porta do pequeno terraço, de manhã e vi o sol a iluminar o promontório, o farol ao longe, o mar dos dois lados da casa...como eu amo esta casa, esta terra que nem é minha. não sei o que lá há, para além da beleza natural daquela paisagem pouco abalada pela mão humana...comi sentada sobre a mesa da cozinha a olhar o céu e o mar distante alcançado pelos meus olhos, para lá da falésia, brilhava tanto que me custava abri-los. despedi-me da praia, do promontório e do farol, onde já não se pode subir...é pena. um dia estive lá dentro e subi e vi como se fosse faroleira. uma profissão onde existem apenas duas, nos Açores, disseram-me hoje. o que será necessário para se ser faroleira? eu queria um farol só para mim para ver o mar o dia inteiro. volto sempre serena e nostálgica, nunca consegui perceber se seria feliz a viver ali todos os dias. não acontecem muitas coisas. lá há o mar, os pescadores e o peixe fresco, o surf, as caminhadas, a rosa dos ventos, os passeios de bicicleta, as caravanas, o centro da vila com as esplanadas, o vento, as falésias e as grutas, os cactos. a cor da terra. o branco. o azul. a areia e o sol. as nuvens, o som do vento nas janelas. a procissão pelo mar em agosto. as 4 praias. as camisolas de lã. as pulseiras de conchinhas.
não foi lá que nasci, mas lá sinto-me em casa.
não foi lá que nasci, mas lá sinto-me em casa.
domingo, janeiro 02, 2011
"In Lak'esh
Ala Kin"
Expressão utilizada pelos Maias e outros povos da America central para se cumprimentarem e que significam:
In lak'esh - eu sou o outro tu
Ala kin - tu és o meu outro eu
permacultura
Ala Kin"
Expressão utilizada pelos Maias e outros povos da America central para se cumprimentarem e que significam:
In lak'esh - eu sou o outro tu
Ala kin - tu és o meu outro eu
permacultura
segunda-feira, dezembro 27, 2010
eu não queria, mas...
fui ao norte. ver de neve. não vi. estava muito longe de mim, desta vez. fui e voltei e na viagem vinha a pensar em tantas coisas que me apetecia escrever, passaram-me de supetão pelo....pensamento?
ouvi o júlio machado vaz na rádio. é sempre reconfortante ouvi-lo, porque o acho sempre inteligente e tonto ao mesmo tempo, como se não fosse tão interessante como parece ser quando o leio, e isso o deixasse mais próximo de mim. como se fosse possível ser apreciado e gozado ao mesmo tempo. e é. estúpido, eu sei. pensei em dizer qual foi a melhor prenda que recebi, mas depois pensei para quê?, um bilhete para ir sozinha. eu sei que foi do coração, eu sei que adoro a banda, mas o bilhete não foi para dois, porque não há dois. depois, pensei que podia fazer um balanço do ano que acaba, tipo telejornal: o melhor, o pior, o que ficou por fazer, o que me aconteceu de extraordinário, essas coisas. até comecei a pensar 'direitinho', a organizar ideias..."ah, começaste o ano em grande, cheia de boas energias, tão boas tão boas que na Primavera estavas apaixonada pela vida, pelo mundo, por toda a gente que te rodeava, tudo era belo e a Natureza é a perfeição, oh deuses, se é! e andavas tão bem disposta e sorridente que foste "atrair" (oh, sim, porque só foi isso, ele não se apaixonou, caramba!) o único rapaz que não sabia bem o que fazer ainda do coração, do amor, de ti e ainda assim andou à tua volta (quantos dias? semanas? vá, não foi muito tempo, menina) até te apaixonares como se tivesses 15 anos outra vez e fizestes coisas com piada (quem manda telegramas a quem hoje em dia?? vá lá, orgulha-te, ele nunca o recebeu e foi parar ao vizinho, teve piada, pá!..) é certo, mas que não imaginavas vir a fazer (foi a parte que soube bem......ok, ok, mentira, houve outras coisas boas) e ainda assim, saíste inteira e tiveste o teu grand finale à filme, sim, sabes que sim foste uma senhora e o rapaz, a cara dele, enfim, não andamos todos meio 'perdidos' neste turbilhão?.... também sentiste cedíssimo que não eram tampa e panela que encaixassem, sabias bem o que ele 'tinha', contudo, desta vez deu até para racionalizar porque foi tão evidente, não é todos os dias que conheces alguém que faz da sua vida quase tudo o que quer e lhe apetece ainda que com as devidas contingências, como toda a gente....o rapaz andava 'ao sabor do vento', ainda assim planeando, uma coisa meio paradoxal e por isso interessante, e sabendo perfeitamente que, acima de tudo já não fazia mais o que não lhe apetecia, o que o acorrentara a uma vida das 9h às 5h, era livre para se dedicar à sua paixão e dela viver, mal, é certo, queixou-se ele também mas bolas!, estiveram próximos o suficiente para provares um bocadinho do sabor da liberdade, oh quem foi atraída foste tu, sua pateta.....mas isso não é amor minha querida, não foi amor, como bem sabes.
lá veio o Verão, o rapaz foi-se (longe da vista.....ajuda tanto, tanto) e tu foste voltando ao teu estado normal, já comias e dormias bem e aos poucos voltavas a sorrir de novo...foste avisada, e quem te avisa teu amigo é: "estavas tão bem antes de o conheceres, estavas com tão boa energia que até se pegava! podias ter o mundo aos teus pés.." exagerou deveras a amiga, a ver se eu voltava ao "estado inicial"... esse era o estado em que me encontrava depois do Natal que passei com neve (nunca tinha sentido neve cair-me em cima, nunca tinha estado com tanta neve à volta de mim, tanto branco e silêncio e os montes e campo só para mim) que me trouxe forças não sei de onde e uma boa disposição, um bom humor que andei o resto do ano - leia-se desde o Verão - a tentar recuperar, mas as coisas não são assim, não são como queremos e estas merdas abalam-nos, deixam-nos tristes e melancólicas e paradotas. e há coisas que se sentem, que se têem.. ou não. não se forçam. e sabes isso tão bem, tu que não gostas de forçar, de conquistar, que esperas sempre que conquistem esse coraçãozito perdido no mundo dos sonhos... e o mais tonto, é que pode ficar-se assim, mas não pela pessoa em si. senti cedo não ser alguém que se iria sentar ao meu lado e fazer-me uma festa no cabelo e sorrir silenciosamente, carinhosamente diante de um disparate meu...e então de que vale perder a graça por alguém que entrou como um furacão e saiu como um passarinho pela janela (péssima metáfora, mas sou impulsiva e não me saiu melhor, a escrita está a sair a 100km à hora) e até já lá vai tanto tempo e onde já vai essa paixão, e nisto começo a perceber que a paixão de Primavera já não pode ser desculpa, o balanço que não queria fazer é este, não há cá mais desculpas, não há que fugir à verdade, os amores ficaram ex-aequeo, isto aqui é outra coisa, esta melancolia toda que nem a imposta ída de novo aos montes desta vez sem neve curou, isto tem um nome: chama-se o trabalho. o trabalho. o trabalho. este trabalho, este trabalho, este trabalho. são 10 anos disto. estou numa fase má. mas o mundo quase todo está numa fase má. e no fundo, o rapazinho representou o quê? aquilo que não tenho, aquilo que não sei como ter, aquilo que sonhava ser: livre. alguma liberdade.
este foi o ano em que percebi a força da minha prisão, o que ela representa e o quanto me pode magoar.
eu não queria balanços, mas....foi mais forte do que eu.
e não vale a pena pensar nas 'soluções' (já alguns amigos, carinhosamente, me as 'deram', me as tentaram mostrar, as quiseram subtilmente indicar, sobretudo essa minha querida amiga agora emigrante, ah, não fossem os amigos..) não vale a pena, não é por aí, sei bem que quando se está mal há sempre uma solução: muda-se! mas não é isso, isto é uma coisa existencial e tem que bater e tem que doer e tem que deixar marca, está visto, porque eu sei que isto vai soar a coisa estúpida, e é, a vida também é estúpida, não é só bela é uma bela merda por vezes, mas isto é mesmo idiota, a verdade é que me sinto mais viva do que alguma vez me senti, sinto-me mais próxima de qualquer coisa que não sei bem explicar o que é, como se me fosse apercebendo de que esta melancolia não é necessariamente uma coisa má, da qual ter medo ou ter vergonha, porque eu sou assim e sempre fui e quem me conhece há anos também me conhece a alegria, mas as coisas mudam, e a tristeza (ou desilusão?) - coisa diferente da infelicidade - também me faz ser mais humana, ficar mais próxima do que vejo e me rodeia, que a pena de mim às vezes me faz perceber o quanto o mundo gira demasiado à volta do nosso umbigo e para quê? se o bom mesmo era aprender aos poucos a dar o meu tempo, mas dá-lo mesmo, as minhas mãos e o que posso fazer com elas, o meu sorriso a alguém, a alguém, a algo, a alguma coisa, o meu coração a quem gostasse dele, o meu amor a quem precisasse dele, e não precisamos todos? de amor? e qual é o problema, se o problema está é nas nossas cabeças, nas nossas merdas, nas intolerâncias que nos incutem, que nós mesmos deixamos que cresçam porque as vemos tarde demais, ou nem sequer as vemos. foda-se.
:) e depois....bem, depois aceitar que se calhar isto de se ser humano é uma coisa bastante esquizofrénica e nós passamos metade da vida a fugir a isso e a tentar ter tudo sob controle. and we cannot control it, we can´t control life as it is...
so...let it be. ou como alguém disse, take it as it comes.
sábado, dezembro 18, 2010
palavras magoam
ferem de morte
libertam
e harmonizam
especiaria da minha vida
a amizade
rara, cara, secreta, bela
redenção
do amor, não sei
do amor não sei nada, talvez nunca tenha sabido coisa alguma
sei apenas
de uma cadeira de baloiço onde me sento e vejo o céu, as árvores, o mar lento
aguardo na brisa amena do entardecer
é isto que sei do amor
se a vida se esqueceu de me ensinar a morte
e a alguém ouvi dizer "não sabemos"
restam-me lágrimas
quando ma anunciam
e são lágrimas, amiga
no fim das palavras
tuas, depois das minhas
atiradas como se não fossem balas
são lágrimas que me abandonam e libertam
contrição
é deste líquido interior que sou
com passagem marcada e sem paragem
pelo meu coração de fibra e alma talhado
toda eu nele
e a quem amo em mim
sei da festa, da dança, conheço-lhes as cores
a magia, os sorrisos que me levam longe
daqui, deste lugar
crú
cinzento repetido insonoro
coma
em vida de olhos abertos e sós
sei da festa e dos sorrisos
do corpo embalado que se enleva
porque os deuses lhe tocaram piedosos
e sei do mar do amar da dor sei do som da gratidão, do teu olhar
do meu sonhar, da solidão o esquecimento sei do perdão
sei da cor e do sabor, sei do som e dos pinhais
sei da vida e sei da morte, de tudo sei que tudo é sorte
ou sorte sem
de tudo ou nada e de ninguém
sei de mim de ti assim
sei de nós, não sei se sim
mas sei que tudo é sem saber
o amor eterno de viver.
terça-feira, dezembro 14, 2010
domingo, dezembro 12, 2010
terça-feira, dezembro 07, 2010
For one human being to love another; that is perhaps the most difficult of all our tasks, the ultimate, the last test and proof, the work for which all other work is but preparation.
Rainer Maria Rilke
quarta-feira, dezembro 01, 2010
na cozinha
talvez por ser inverno, talvez por ser a minha cozinha. ontem, servido um gostoso jantar para quatro.
batatas pequeninas para assar, 6 bifes de frango do campo, 2 molhos de nabiça para uma espécie de esparregado, cogumelos frescos laminados, arroz basmati.
batatas pequeninas para assar, 6 bifes de frango do campo, 2 molhos de nabiça para uma espécie de esparregado, cogumelos frescos laminados, arroz basmati.
o esparregado
cozi os 2 molhos das nabiças cortadas em tiras finas, escorri bem a água, juntei num wok 3 ou 4 dentes de alho muito picados ao azeite, mandei para lá as nabiças de novo cortadas para ficarem mais pequeninas e fui mexendo com colher de pau de madeira, ainda uso dessas cá em casa. o esparregado faz-se com pimenta, um pouco de farinha, vinagre, mas optei por deixar apenas a coisa meio salteada, sem acrescentar mais nada.
o frango
temperei os bifes de frango com muito açafrão das índias, 6 ou 7 dentes de alho picados, sal, e vinho verde. depois de marinar 20 m - não houve tempo para mais - fritei os lombos em cebola cortada em meias rodelas muito finas e uns grãos de cravinho. não ficaram muito tempo ao lume.
os cogumelos
aproveitei o resto da gordura do frango, acrescentei azeite, manteiga e sal. salteados foram os cogumelos, sem mais. o sabor do açafrão e do cravinho entranhou-se subtilmente nesta mistura.
o arroz
cozer em muita água o arroz após lavagem (lavar sempre o arroz, seja para o que for, disse-me a minha querida D. Rosa, a melhor cozinheira do mundo, nascida em Goa e perita em arrozes..) e juntar-lhe uma noz de manteiga. 10 a 12 m chegam e sobram. tem de ficar solto, no ponto.
as batatas
lavei com água quente as batatinhas que se compram já para assar em sacos pequenos, cortei em rodelas grossas com a casca e fritei-as em azeite, como a minha avó Lina (de Umbelina, quis a sorte..) sempre fez. se cá tivesse, tinha acrescentado tomilho, como vi ao Sá Pessoa fazer no domingo passado, algures aqui.
servi com tinto bonzinho e alentejano (what else?), acessível: Vale do Rico Homem, para começar e para mim o melhor, depois uma de Marquês de Borba e outra de Terras de Juromenha, estes oferecidos pelos convidados (sobrou uma que fica para o próximo) como manda a tradição. para sobremesa fizeram eles, fondue de fruta em chocolate.
depois do dia triste que tive - o médico confirmou a hérnia e percebi o que implica em termos de exercício e actividades que fazia, que ainda queria vir a fazer e não posso, realmente triste fiquei quando saí do gabinete, o que se veio a traduzir em choradeira lá no trabalho - valham-nos os amigos próximos, para nos confortar.
bon appetit !
quinta-feira, novembro 25, 2010
a angústia do guarda-redes antes do penálti
não é óbvio ou assim evidente (é óbvio e evidente...) que 80% das coisas que penso e sinto não as consigo deixar aqui no meu blogue, porque ele não é meu, ainda que não tenha sitemeter para saber de quem mais ele é.
se metade daquilo que sinto e tenho vontade de escrever fosse aqui publicado,provavelmente (porque nada é óbvio e evidente) não saberia como sair de casa no dia seguinte.
e não estou a referir-me a coisas do tipo fantasia sexual ou o que realmente sinto em relação a um amigo próximo.
nã. não é disso que eu falo. mas como é óbvio e evidente, não vou escrever 80% das coisas que sinto, que penso.
e também sei, porque é óbvio e evidente, que este post é provocador, que seriam precisos tomates que não tenho para ser genuína na escrita e desempoeirada na atitude.
e quem eu mais gostava que me lesse (as minhas amigas distantes) nem o deve fazer porque nem tempo têm para isto, esta coisa de andar a ler o que lhe vai na cabeça e na alma não é para elas, e eu ainda assim insisto.
mas nem com provocações vou lá.
e como é óbvio e evidente, estou a pedir mimo. está muito frio aqui no sofá.
bem, vou aceitar o convite e beber um copo (4) num bar horrível para não ficar aqui a pensar na hérnia discal que parece que tenho que não percebo nada dos hieróglifos da TAC.
e lá se vai o surf (sim, sim, estava mesmo a ver-te..) e o ginásio e as subidas de montanhas à maluca, e estou muito, muito, mesmo triste e cheia de penita de mim:(:(
quarta-feira, novembro 24, 2010
em greve, estamos
"Car@s Alun@s,
Venho comunicar-vos que hoje, mal chegue à Universidade, comunicarei, para os devidos efeitos administrativos, que estou em greve. Com efeito, estou pessoalmente um bocado aborrecido com um Senhor que dá pelo nome de «Mercados financeiros internacionais», que é liberal para impor condições que beneficiem e maximizem os seus lucros, mas é fortemente intervencionista quando se trata de exigir aos Estados que intervenham para o salvar, voltando a ser liberal quando se sente melhor de saúde, graças aos medicamentos que nós, contribuintes, lhe comprámos... E, colateralmente, aborreço-me com a classe política que, de muitos sectores, não consegue ver isso.
Estarei, contudo, disponível para tirar dúvidas ou conversar sobre trabalhos facultativos para a cadeira de Filosofia do Direito.
Cordiais cumprimentos!
SRC"
Silvério da Rocha e Cunha
(Professor da Universidade de Évora )
Venho comunicar-vos que hoje, mal chegue à Universidade, comunicarei, para os devidos efeitos administrativos, que estou em greve. Com efeito, estou pessoalmente um bocado aborrecido com um Senhor que dá pelo nome de «Mercados financeiros internacionais», que é liberal para impor condições que beneficiem e maximizem os seus lucros, mas é fortemente intervencionista quando se trata de exigir aos Estados que intervenham para o salvar, voltando a ser liberal quando se sente melhor de saúde, graças aos medicamentos que nós, contribuintes, lhe comprámos... E, colateralmente, aborreço-me com a classe política que, de muitos sectores, não consegue ver isso.
Estarei, contudo, disponível para tirar dúvidas ou conversar sobre trabalhos facultativos para a cadeira de Filosofia do Direito.
Cordiais cumprimentos!
SRC"
Silvério da Rocha e Cunha
(Professor da Universidade de Évora )
sábado, novembro 20, 2010
as broas da zinha
é da influência das amigas que querem ser chefes de cozinha e inventar umas coisas giras e saborosas, é da influência de blogues como o salivante flagrante delícia, é por influência das colegas - a zinha é mãe de uma delas - e de livros e filmes de que oiço falar, é por ser gulosa, é por saber que não cozinho mal e até gosto de andar a inventar um bocado com as especiarias, é por ser outono e saber bem o calor do forno que hoje dediquei metade do dia às compras de comida e ingredientes e uma pequena parte a confeccionar umas broas de erva doce e canela e açucar amarelo que ficaram cozidas demais porque o meu forno é uma trampa mas ainda assim sabem bem e já marcharam umas quantas cá em casa. nham...
e a alheirinha caseira com grelos de nabo do jantar de sexta-feira já ninguém me tira. é isso e os gramas a mais que já cá cantam, esses também ninguém mos tira. chatice, pá...!
sexta-feira, novembro 19, 2010
tanto inho
rodeada de meninos e meninas de 2 anos durante cerca de meia hora, sentada numa cadeirinha que pensei que se fosse partir com o meu peso em cima. eram todos lindos, fofinhos, eram mesmo. fartei-me de ver livrinhos, disse muitas coisinhas tontas aos meninos e meninas e sorri bastante. mas...o dia inteiro a ouvir o barulhinho deles todos juntos, não é para qualquer um. e a dada altura, quando sozinha noutra sala e a ouvi-los ao longe, pensei que definitivamente gosto mesmo de silêncio(s) embora seja uma tagarela de primeira apanha. trabalhar mesmo, era sem tanto barulhinho ainda que bom. respeitinho pelos educadores e professores de meninos e meninas deste país. e já agora, para quem trabalha com oito mulheres numa única sala, devia era estar caladinha.
quinta-feira, novembro 18, 2010
mistérios de évora
maybe, just maybe in another life I was an english speakin' woman, living around the XVII or XVIII century, wearing those long dresses with espartilhos, fallin' in love with the first green eye tall man who invites me to dance in a dance hall of an exquisit house. I spend my time between a garden and a greenhouse and a cosy kitchen. and 'cause my english is not that good, I suppose it means I wasn't a very educated person, and by education I mean litteracy, so I was probably poor and with some luck, I was the maid of the house. maybe, just maybe, the housekeeper, who one day marries the landlord who happens to be the owner of beatifull eyes. green. maybe, just maybe I'm a little bit out of imagination. I wonder if I had a stepmother and washed the stairs all day in my youth?...mmm..maybe it's better If I go to bed now.
domingo, novembro 14, 2010
rtp 2
posso dizer que sendo habitual consumidora do canal 2 do serviço público de televisão, estou em condições mínimas de avaliar o conteúdo de programas apresentados, e este, transmite-me genuínas reservas mas por vezes, caso de hoje, surpreendida fui pela positiva.
a minha série de tv favorita era o six feet under e não havia 2.ª-feira ao serão em que eu não ficasse em casa para assistir a cada episódio que a :2 emitia. era ver-me trocar sms com uma amiga quando chegava ao fim só para comentar alguma cena ou alguma coisa relativa ao episódio que nos deixasse mais entusiasmadas ou entristecidas...também era na :2 que eu via com o meu irmão a série Twilight Zone, a preto e branco, no quarto da minha mãe porque àquela hora via-se o telejornal na sala. bom, mas se fosse agora desenrolar a lista de coisas que vi na dois, tornava isto chato e não quero isso.
apenas dizer que hoje, enquanto avanço contente com o cachecol que ando a fazer, estou a ouvir e a deitar olho (oops, a malhinha que fugiu..!) à rtp 2 e vi um documentário muito bem feito, narrado por Diogo Infante esse detentor de poética voz, sobre o livro Esteiros de Soeiro Pereira Gomes, numa excelente série que se chama Grandes Livros e passa neste canal aos domingos ao fim do dia. sabia que SPG tinha sido de esquerda, provavelmente comunista e isto porque havia lá em casa uns livros dele na prateleira, da Editorial Caminho (conotada com a esquerda e "sustentada" anos pelo PCP, agora não sei,e que editava os ditos autores de esquerda). o documentário confirmou que sim, foi membro do partido comunista, viveu uma boa parte da sua vida na clandestinidade e afastado da mulher até morrer de cancro aos 40 anos. escreveu esta que é considerada uma obra exemplar do neo-realismo português, retrata a vida de uma quadrilha de miúdos de 11, 12 anos que trabalham como operários a fazer telhas na zona do Ribatejo, nos tempos da ditadura, ou seja, retrata a realidade que Soeiro "observava" da janela de sua casa. a dos meninos que eram homens à força. logo a seguir a este vi outro documentário de que gostei, da série Conversas No Cabeleireiro, em que cada episódio retrata a vida de 1 mulher , numa série de 5. falam um pouco da sua vida, enquanto sentadas num salão de cabeleiro antigo no Chiado. a visada hoje foi a endocrinologista Isabel do Carmo, também de esquerda, também ligada ao PCP. diria que hoje a :2 está deveras 'virada à esquerda,' e não me refiro à esquerda socialista, o que tem a sua piada.
por mim só tenho a agradecer o serviço público prestado nestas interessantes produções nacionais, para compensar o resto da programação nhónhó com que tenho de papar. eu que teimo em não meter tv cabo cá em casa, para ver 5 canais e ter de pagar 876, recuso-me.
agora, depois dos Simpsons, uma série documental francesa sobre a vida dos Kennedy. eu diria que é o melhor dia de semana para ver este canal, depois daquelas horas intermináveis de desporto sensaborão, mas a partir das 19h e até tarde, é de seguida e é quando estou mais tempo frente ao televisor. até porque sou fã incondicional da BritCom.
venham elas, as coisas boas na têbê, que qualidade é coisa rara no ecrã que mudou o mundo.
Subscrever:
Mensagens (Atom)




