tenho de o dizer aqui. este texto é para mim mesma. para me ler. Darwin não explicou a necessidade de afagarmos o nosso ego, e eu continuo a preferi-lo ao Freud, ainda assim. acredito na evolução natural das espécies, apesar de tudo o que já me aconteceu e acontece de invulgar ou inesperado, aquilo a que chamo o sal da vida, e de a meditação resultar comigo, permaneço céptica em relação às coincidências da vida e que tudo pode estar destinado a acontecer assim ou assado, e frases como "ia morrendo mas ainda não era a minha vez, não teve de ser.." não me tocam muito. however (eu sei, esta mania do inglês pelo meio irrita um bocadito, mas eu penso e falo comigo mesma em duas línguas all the time e isto o Darwin ou o Freud não explicam) ele há coisas muito (não vou usar qualquer adjectivo, fica a sugestão..) que nos acontecem de quando em vez e que no mínimo, fazem-nos sorrir em dias tristes. hoje falei com uma pessoa pela primeira vez e trocámos algumas impressões sobre um assunto semi-banal, e isto nada de especial teria se eu não houvera já observado e reparado nesta pessoa há algum tempo tendo ela hoje pedido para se sentar na mesa onde eu estava. assim se iniciou um diálogo que eu espero não termine já por aqui. há coisas que esta pessoa me pode ensinar e pelas quais me comecei a interessar timidamente, apalpando terreno muito pouco segura do que procuro. é uma espécie de inclinação mas nem sei bem como surgiu, e agora esta pessoa senta-se na mesma mesa e abordou uma parte desta temática que me desperta interesse. nada de mais aqui, mas acresce o facto de ser ela mesma uma pessoa misteriosa para mim. temos aqui um dois-em-um, e nada mais que isto mas achei piada a este detalhe do meu dia de merda (sim, odeio segundas-feiras depois de fins de semana saborosos..). um outro episódio foi já ao serão e deixou-me curiosa, porque envolve poesia, e de algum modo é um episódio misterioso também. e belo, como toda a poesia. o meu dia foi muito menos desinteressante, assim, e mais bonito também.
terça-feira, agosto 30, 2011
contra a apatia das rotinas diárias e a morte lenta do espírito sonhador
tenho de o dizer aqui. este texto é para mim mesma. para me ler. Darwin não explicou a necessidade de afagarmos o nosso ego, e eu continuo a preferi-lo ao Freud, ainda assim. acredito na evolução natural das espécies, apesar de tudo o que já me aconteceu e acontece de invulgar ou inesperado, aquilo a que chamo o sal da vida, e de a meditação resultar comigo, permaneço céptica em relação às coincidências da vida e que tudo pode estar destinado a acontecer assim ou assado, e frases como "ia morrendo mas ainda não era a minha vez, não teve de ser.." não me tocam muito. however (eu sei, esta mania do inglês pelo meio irrita um bocadito, mas eu penso e falo comigo mesma em duas línguas all the time e isto o Darwin ou o Freud não explicam) ele há coisas muito (não vou usar qualquer adjectivo, fica a sugestão..) que nos acontecem de quando em vez e que no mínimo, fazem-nos sorrir em dias tristes. hoje falei com uma pessoa pela primeira vez e trocámos algumas impressões sobre um assunto semi-banal, e isto nada de especial teria se eu não houvera já observado e reparado nesta pessoa há algum tempo tendo ela hoje pedido para se sentar na mesa onde eu estava. assim se iniciou um diálogo que eu espero não termine já por aqui. há coisas que esta pessoa me pode ensinar e pelas quais me comecei a interessar timidamente, apalpando terreno muito pouco segura do que procuro. é uma espécie de inclinação mas nem sei bem como surgiu, e agora esta pessoa senta-se na mesma mesa e abordou uma parte desta temática que me desperta interesse. nada de mais aqui, mas acresce o facto de ser ela mesma uma pessoa misteriosa para mim. temos aqui um dois-em-um, e nada mais que isto mas achei piada a este detalhe do meu dia de merda (sim, odeio segundas-feiras depois de fins de semana saborosos..). um outro episódio foi já ao serão e deixou-me curiosa, porque envolve poesia, e de algum modo é um episódio misterioso também. e belo, como toda a poesia. o meu dia foi muito menos desinteressante, assim, e mais bonito também.
segunda-feira, agosto 29, 2011
e pronto...
...tenho por aí uma conta de facebook. com um nome inventado, uma foto de perfil de uma paisagem dos Açores, umas frases daquelas que pegam bem, 4 amigos e já uma desamigação, hehehe! deixei lá o video do Debtocracy porque me faz parecer preocupada socialmente e inteligente. deixei em vez de livros preferidos, os seus autores, porque me parece mais justo e se calhar assim ainda encontro a alma gémea - em que já não acredito - pois está lá o Bukowski no meio dos outros políticamente correctos. não tenho culpa de gostar de algumas passagens. o A Sul de Nenhum Norte anda cá por casa, tem uma capa lindíssima. sempre gostei de algumas coisas de gajo: futebol, tascas, picante, passarinhos fritos, ver os campeonatos de atletismo e até uma espreitadela ao boxe e à tourada na tv, mas só aprecio as pegas, bebo uma boa aguardente de medronho, gosto de falar e de ouvir falar os amigos gajos sobre bola e sobre rabos de senhoras (esta é para o meu amigo Jorge, que já não lê o meu blogue ainda que me diga que de vez em quando ainda cá vem mas eu sei que mente) embora goste mesmo é de homens e aprecie observar a sua beleza. mas seria mais fácil gostar de mulheres, entendemo-nos bem. ah, também gosto de falar de política e bater com o punho na mesa como os meus tios e o meu pai e o meu avô, que eu adorava escutar naqueles encontros familiares em Santiago, sem poder piar que era menina e ainda para mais criancinha...no opinion there! por graça, hoje de manhã uma amiga enviava-me uma sugestão via mail, se eu não queria pensar em ser sindicalista (riso) porque lá deve ter achado que eu tinha perfil e a sugestão nem era a gozar...bem, mas no facebook não se escreve poesia ou este tipo de textos e por isso, aos poucos que ainda aqui me vêm ler, um bem haja e apareçam sempre, que o facebook é para ....meninas!
(e se aqui dissesse as razões porque me registei rir-se-iam bastante mas como tenho uma reputação a defender, mal ou bem, há coisas que não podemos dizer como os malucos se bem que se calhar a maioria das pessoas anda no facebook pelos mesmos motivos e com isto já levantei a ponta da cortina e deixei de parecer tão misteriosa...raios..).
(e se aqui dissesse as razões porque me registei rir-se-iam bastante mas como tenho uma reputação a defender, mal ou bem, há coisas que não podemos dizer como os malucos se bem que se calhar a maioria das pessoas anda no facebook pelos mesmos motivos e com isto já levantei a ponta da cortina e deixei de parecer tão misteriosa...raios..).
quinta-feira, agosto 25, 2011
terça-feira, agosto 23, 2011
e se fosse uma coisa tão improvável e inesperada que tudo deixasse de pernas para o ar?
reentrava no mundo como se a respirar um ar leve e puro.
escreveria uma carta. a segunda do género, até então, na sua já não tão curta vida. a surpresa dos burocratas.
arrumar as gavetas do quarto, a roupa interior desalinhada e misturada, colocar as coisas num lugar.
levar a pedra parideira encontrada onde mais nenhuma havia, pensar na sorte, limpar tudo sem grande precisão, aborrece.
voltar ao Norte para ver o céu, sem medo do escuro, de estar só no descampado, e encontrar as constelações. numa noite branca, nítida, quente deitando-se na terra de olhos bem abertos, observar longos minutos, horas se necessário. cassiopeia, ursa menor...todas as estrelas, sem medo.
fazer café fraco para beber. esperar. olhar de novo o céu sem de novo esperar entender. depois, levantar-se com determinação da cadeira velha, sacudir o pó e por-se a caminho. nada importa senão caminho.
(ele o ar ela o mar talvez se fundam no infinito..)
e se apenas coragem, essa palavra cara e preciosa, fosse o peso da sua bagagem?
há um mapa qualquer, mesmo que antigo. procura-o.
domingo, agosto 21, 2011
paredes de coura 2011
após 6 anos, o regresso a paredes de coura. estava diferente, o normal, também não sou a mesma, o normal, mas foi de facto bom voltar e apreciar as bandas que por lá passaram. isso e os banhos em rubiães, longe da confusão. somos burgueses e ficámos numa casa, dormi 8 horas seguidas todas as madrugadas, descansei. não se ouvia nada lá fora, nem um pio. isso ajudou. isso e o decorrer dos dias, que foram de música quase toda boa, quase toda nova para os meus ouvidos, e de boa companhia, muito boa disposição como se quer em altura de férias.
concerto do festival: sem ter dúvidas, kings of convenience. muito, muito bom. mas eu gostei de quase todas as bandas que consegui ver e ouvir. quase todas menos uma coisa horrorosa chamada marina and the diamonds. deuses!.. os dj's não (me) entusiasmaram, no after hours. fui salva pelos orelha negra, na última noite. muito boa onda. de jazz na relva nem cheirinho....mentira, ouvimos os ultimos acordes da ultima música. não andei a correr para ver tudo o que queria mas, vi o melhor, segura disso. e pronto. pontos negativos: os graves demasiado graves, os wc's, o preço da cerveja (2 euros é uma roubalheira) e.....a primeira noite que nos assustou um bocadinho, mas passou depressa:) reencontros inesperados com a sua graça; quase zero caras conhecidas; o estado do tempo. mais 3 pontos positivos. e a boa música, sempre a boa música, foi bom regressar...
terça-feira, agosto 09, 2011
londres
o que é que se passa em Londres? não sei. possivelmente há mais que uma causa, uma série de variáveis. eu ainda não li/vi o suficiente para entender se é sobretudo vandalismo, ou se é sobretudo outra coisa qualquer. certamente a maioria de nós, ao ver as imagens pensará imediatamente em vandalismo. eu penso que será demasiado simples pensar assim, apesar das imagens. vou esperar.
quinta-feira, agosto 04, 2011
festivaleirando
foi
o meu melhor FMM. já lá tinha ído, não muitas vezes, mas este ano senti uma
harmonia como não senti em outros anos. ok, não fui à avenida da praia no último
dia...cheguei-me à berma do muro e aquelas cabecinhas todas juntas lá em baixo
fizeram-me hesitar. convenhamos....ando nestas andanças há tantos anos que
vamos ficando calões, alguns de nós. a mim deu-me a moleza, mas sobretudo,
sentir que tinha a barriguinha cheia de festival e até ficava bem sem me deitar
quase de manhã. instalada em casa de amigos de amigos, vi concertos muito bons,
descobri música a descobrir melhor, tive a surpresa do festival que foi a banda dos
Açores (sim, foi a minha surpresa do festival, ainda que tenha havido ali
grandes concertos ou até melhores, mas isto sou eu a gostar dela própria, da
música que se faz por cá se for bem feita), fui à praia porque vá lá, o tempo melhorou, comprei umas
sandálias a um senegalês por 5 euros e não vi outras iguais, comi muitíssimo
bem graças aos cozinheiros de serviço lá da casa, conheci pessoas muito boa
onda com quem gostei de conversar, dancei contente e atenta e comprei 4 cd's
pelo preço de 2 e onde escuto novas sonoridades, e casei e tive dois filhos e fui feliz para sempre...só não consegui ir fazer xixi
na noite de sábado, mas deu para aguentar. este festival tem a melhor onda de
pessoal do país, quer-me parecer...mais que o Andanças, e esse é muito boa
onda. parece-me que quem vai a Sines quer mesmo ouvir boa música, embora
este ano tenha ficado com a sensação de que cada vez lá vai mais malta para
passear um bocado e ver gente gira. sim, tem gente bonita por todo o lado, e
simpática. deixa lá ver a simpatia das gentes em Paredes de Coura, sendo este o
festival indie cá do burgo e sendo os indies mais sérios porque ouvem coisas
mais angustiantes (coff!..)! pois, este ano não há Andanças, não houve Super
Rock, (ai Beirut , que pena!..) mas vou ouvir musiquinha que mal conheço pois
ando arredada das novidades indie, e como o Minho é bem bonito, também
aproveito para passear e ver muitas árvores com boa companhia e...farei a despedida do
meu mano (schuiff..). agora,
contam-se os dias até à segunda parte das féria, ao segundo festival de
verão, à boa vida.
quem ler isto, há-de
pensar que a minha vida é uma alegria (de festivais e passeata e quê). not.
segunda-feira, julho 25, 2011
quinta-feira, julho 21, 2011
quarta-feira, julho 20, 2011
couves roubadas e, o pior, foi as cebolas, disse o homem...
eu sei
que é feio, mas estou p'ráqui a rir-me bastante com uma notícia a passar
na sic: hortas assaltadas em Coimbra, levam os donos a lamentar o
sucedido. gostei, particularmente da senhora que diz ter desatado a
chorar com o desaparecimento de 17
couves!opá....!!hahahahahahahahahahahahahahahh!!!!!!!
terça-feira, julho 19, 2011
sábado, julho 16, 2011
quinta-feira, julho 14, 2011
qualquer coisa como "all that we see or seem is but a dream within a dream.."
qualquer coisa como sonhar com o irmão a dançar imenso
qualquer coisa como um amigo pensar em fazer um blog maldicente do que não gosta: de gordos, de pessoas que sabem os nomes de todos os bolos nos cafés, de pessoas que dizem a calça em vez de calças
qualquer coisa como ninguém no trabalho perceber se dissermos que o verbo "ter" não faz sentido quando se fala em termos todos de pagar a crise
qualquer coisa como ter um blogue onde, na verdade, não escrevemos sempre o que sentimos
qualquer coisa como obssessões
qualquer coisa como daydreaming most of the time
qualquer coisa como evasão
qualquer coisa como sorrir na rua a pessoas que não se conhecem quando se caminha para o trabalho
qualquer coisa como cair estrondosamente e raspar os cotovelos
qualquer coisa como aprender de uma vez, a evitar ressacas
qualquer coisa como nos pedirem para comentar filmes que nem recordamos bem
qualquer coisa como hesitar
qualquer coisa como contrariar as más caras
qualquer coisa como querer estar sozinho e não falar
qualquer coisa como pensar em força anímica
qualquer coisa como rir com vontade do bom humor
qualquer coisa como aceitar convites
qualquer coisa como não os aceitar
qualquer coisa como evitar os noticiários mas depois ler jornais on-line
qualquer coisa como fazer e encontrar sentidos
qualquer coisa como tocar o pêlo do nosso cão e querer abraçá-lo apertadinho
qualquer coisa como sonhos bizarros e filmes de ficção científica com a samanta morton
qualquer coisa como não despertar logo com o despertador
qualquer coisa como ser repetitivo
qualquer coisa como evitar a desorganização
qualquer coisa como o amor
qualquer coisa como a música, não há
qualquer coisa como viver enquanto vivo
qualquer coisa como sondar o insondável
qualquer coisa como absorver demasiado, tudo
qualquer coisa como a poesia, não há
qualquer coisa como a inércia
qualquer coisa como ter a casa para limpar e ficar no sofá
qualquer coisa como esquecer o telemóvel por um dia
qualquer coisa como as coincidências
qualquer coisa como as fotos antigas
qualquer coisa como os amigos que olham para nós
qualquer coisa como olhar pelos amigos
qualquer coisa como o cheiro da fruta na casa da minha avó
qualquer coisa como comer
qualquer coisa como deixar de ser parvo
qualquer coisa serve
qualquer coisa
qualquer
qualquer coisa como sonhar com o irmão a dançar imenso
qualquer coisa como um amigo pensar em fazer um blog maldicente do que não gosta: de gordos, de pessoas que sabem os nomes de todos os bolos nos cafés, de pessoas que dizem a calça em vez de calças
qualquer coisa como ninguém no trabalho perceber se dissermos que o verbo "ter" não faz sentido quando se fala em termos todos de pagar a crise
qualquer coisa como ter um blogue onde, na verdade, não escrevemos sempre o que sentimos
qualquer coisa como obssessões
qualquer coisa como daydreaming most of the time
qualquer coisa como evasão
qualquer coisa como sorrir na rua a pessoas que não se conhecem quando se caminha para o trabalho
qualquer coisa como cair estrondosamente e raspar os cotovelos
qualquer coisa como aprender de uma vez, a evitar ressacas
qualquer coisa como nos pedirem para comentar filmes que nem recordamos bem
qualquer coisa como hesitar
qualquer coisa como contrariar as más caras
qualquer coisa como querer estar sozinho e não falar
qualquer coisa como pensar em força anímica
qualquer coisa como rir com vontade do bom humor
qualquer coisa como aceitar convites
qualquer coisa como não os aceitar
qualquer coisa como evitar os noticiários mas depois ler jornais on-line
qualquer coisa como fazer e encontrar sentidos
qualquer coisa como tocar o pêlo do nosso cão e querer abraçá-lo apertadinho
qualquer coisa como sonhos bizarros e filmes de ficção científica com a samanta morton
qualquer coisa como não despertar logo com o despertador
qualquer coisa como ser repetitivo
qualquer coisa como evitar a desorganização
qualquer coisa como o amor
qualquer coisa como a música, não há
qualquer coisa como viver enquanto vivo
qualquer coisa como sondar o insondável
qualquer coisa como absorver demasiado, tudo
qualquer coisa como a poesia, não há
qualquer coisa como a inércia
qualquer coisa como ter a casa para limpar e ficar no sofá
qualquer coisa como esquecer o telemóvel por um dia
qualquer coisa como as coincidências
qualquer coisa como as fotos antigas
qualquer coisa como os amigos que olham para nós
qualquer coisa como olhar pelos amigos
qualquer coisa como o cheiro da fruta na casa da minha avó
qualquer coisa como comer
qualquer coisa como deixar de ser parvo
qualquer coisa serve
qualquer coisa
qualquer
terça-feira, julho 12, 2011
inside job
só o vi hoje, ao ar livre, com a lua por trás da tela, embrulhada numa manta. descrito o cenário, avanço para os efeitos secundários: a dada altura só me ria, perto da gargalhada, com as respostas ridículas dos CEO's dos grandes bancos e seguradoras americanos, sim os tais responsáveis pela bolha e crise actuais. a dada altura penso: "esta merda é tão má, tão óbvia e tão evidente...mas certo é que continuamos a legitimar estes gajos e os seus jactos privados, mansões por tudo quanto é pedaço de terra, rendimentos anuais insultuosos, consumo de drogas e putas de luxo do pequeno almoço ao jantar, e mais... aos senhores doutores de harvard e columbia, sentados nas suas cátedras durante o dia e durante o dia restante a dar conselhos a estes CEO's e ao Sr. Bush, Sr. Clinton, Sr. Obama, a desenhar os modelos económicos ultra-liberais e sem regulação que tanto lhes enchem as contas bancárias, continuamos a dar ouvidos como se fossem donos de uma só verdade. a promiscuidade da tríade indústria financeira-governos-universidades é obscena e insultuosa à inteligência humana. e pior: continuam a ser estes seres abjectos a "sustentar" uma economia que mexe, todos os dias, nas vidas de todos nós. todos. agora, vou só ali vomitar um bocado, antes de me deitar. e tentar não sonhar com este pesadelo que é viver à mercê de tipos assim.
(não seria tão mais simples, tão mais fácil se fosse apenas.. ignorante? diz-se por aí que são os mais felizes)
(não seria tão mais simples, tão mais fácil se fosse apenas.. ignorante? diz-se por aí que são os mais felizes)
sábado, julho 09, 2011
quarta-feira, julho 06, 2011
férias - parte I
curtas, calmas (!), saborosas. começaram muiiiito a abrir, numa louca noite de copos, dança, música, amigos e depois desconhecidos que se conhecem (gajos) e beijos sem significado que se trocam (gajos) como se tivesse de novo 16 anos e de vez em quando sabe bem ter de novo 16 anos e assim esquecer a letargia do campo, por algumas horas. cá a mim soube-me bem pela maluqueira, por me desprender, por ninguém me conhecer e observar, fui decadente mas muito senhora! beijos sim, mas com decoro. já não tens idade para andar aos beijos em discotecas com tipos que nunca viste antes... só me apetecia rir e dançar e ouvir elogios bêbados que se baralham no dia seguinte (é, fazia-me bem namorar, prontos, mas isto não é quando faz bem é quando calha). sempre me atraiu o bas fond, e o cais do sodré foi o meu bas fond de início da parte I das minhas férias deste ano. depois, bem....depois a calmaria. mas antes, o resto do fim de semana em casa de desconhecidos (meus) simpáticos, e um passeio pela bela Óbidos.
depois a praia, vento, carro atolado na areia (que grande, grande, grande cromice oh mas lindo lindo! foi estúpido, idiota, caricato, dei cabo das mãozinhas a tirar a areia debaixo dos pneus, oh, lindo, eram quê? 2 da manhã? que tontice, enfiar o raio do carro na areia, hahahaha, o que vale é que também deu grande risota (a melhor parte foi aquela em que a nave espacial e os marcianos apareceram para comunicar connosco enquanto esperávamos dentro do carro com as luzes dos barcos de pesca em pano de fundo..) e lá demos asas à nossa faceta MacGyver - juro que não entendo porque não funcionou, fizemos tudo científicamente, estratégia e inteligência, rapidez e.....e pronto, tinha de haver uma aventurazinha de tótós a meio que custou bem caro (enorme chulice esta dos reboques e das seguradoras: vómito, vómito, vómito, blarghhhh!...) e quem se mete em atalhos não sóbria, mete-se em trabalhos, pois concerteza!
depois a praia, vento, carro atolado na areia (que grande, grande, grande cromice oh mas lindo lindo! foi estúpido, idiota, caricato, dei cabo das mãozinhas a tirar a areia debaixo dos pneus, oh, lindo, eram quê? 2 da manhã? que tontice, enfiar o raio do carro na areia, hahahaha, o que vale é que também deu grande risota (a melhor parte foi aquela em que a nave espacial e os marcianos apareceram para comunicar connosco enquanto esperávamos dentro do carro com as luzes dos barcos de pesca em pano de fundo..) e lá demos asas à nossa faceta MacGyver - juro que não entendo porque não funcionou, fizemos tudo científicamente, estratégia e inteligência, rapidez e.....e pronto, tinha de haver uma aventurazinha de tótós a meio que custou bem caro (enorme chulice esta dos reboques e das seguradoras: vómito, vómito, vómito, blarghhhh!...) e quem se mete em atalhos não sóbria, mete-se em trabalhos, pois concerteza!
viva as praias dos surfistas, a Supertubos em Peniche tem um nome feio como tudo mas bem me soube estar ali naquela imensidão, e o mar estava tão calminho que tubos nem vê-los, aliás, havia um gajo, um único gajo a surfar (eu fazia aquilo, eu fazia sim senhora! coff!!...) e foram os melhores - eu diria os únicos? - mergulhos de mar destes dias. a Ericeira tem aquela praia belíssima de Ribeira d'Ilhas, sim tem, bonito pôr do sol que apanhámos, mas a noite era uma merda, ou tivemos azar...come-se bem no Gafanhoto, benditas velhotas (locals, usando a terminologia dos surfs) que nos deram a dica, e penso mesmo que foi o melhor da estadia, isso e acordar de manhã e ter o mar à frente dos meus olhinhos e comer ao pequeno almoço com eles postos no azul! já a zona, está cheia de velhas dondocas a tomar pequenos-almoços nas esplanadas e com sotaque lisboeta daquele que irrita um bocadinho, e não achei - com excepção do Gafanhoto onde prolongámos a janta para lá do fecho da casa, com os empregados a deixarem-nos à vontade para acabar o (excelente!) tinto da casa enquanto se entretinham numa cartada entre eles - particularmente as gentes com quem falei (entenda-se, cafés e lojas) particularmente simpáticas. adeus Ericeira, até um dia destes. interior, praias fluviais, quais?, onde? hmmm, demorou mas lá fomos. passámos na Lourinhã na ída. dinossauros. museu. depois, alcanena. praia fluvial. belos caracóis e pica-pau à beira rio, fim de tarde e vamos embora, alcanena é um deserto e o parque de campismo: encerrado. Constância, próximo destino. o parque de campismo não aceitava cães. fiquei pior que estragada. o Dentuça pernoitou a poucos metros de nós, mas do lado de lá da rede, isto para não o deixar no carro. não gostei, não vou voltar. de Constância, aproveita-se a zona ribeirinha. e a feira medieval que há uns anos me levou até lá. bem, depois, continuando para o interior, epá Abrantes - quem se lembra de ir a Abrantes nas férias?.. - e foi a surpresa. Pensão Estrelinha com uma espécie de Família Adams a gerir a coisa (estou a exagerar, o velhote meio mouco e de estranhas feições sentado à entrada e o cão que não mexia um músculo prostado na porta, não chegam né?) e lá ficámos num quarto gigante, roupinha bem limpa e cheirosa e...surpresa! aceitavam cães, yupi!, é que, em Abrantes o parque de campismo também estava encerrado. a noite abrantina é...como direi?....castiça não é o melhor termo, mas enfim, fica castiça, valeu a casa de pasto com os abafados que lá provámos. de resto....forget it. o concerto na praça principal foi confrangedor, salvo pela esplanada do café central muito animada mas...enfim, que esperávamos de Abrantes? eu, honestamente, nada pelo que tudo o que veio foi um acréscimo. a cidade tem partes bonitas. sunday back to Évora para curtir a penúltima noite da feira de s. joão mas aqui a menina sentiu-se mal, do físico e da psique e não tirou o pézinho de casa nem com sms dos amigos a puxar. TPM? talvez. ah mas antes de chegarmos a Évora, paragem na barragem de Belver, praia fluvial de Ortiga. um dos spots (sim, andar nas praias do surf alterou o meu vocabulário) eleitos destes dias.
ainda assim, com mais dois dias de férias no prelo meti-me a caminho da casa da mamã e por Lx passeei (yes, my name is silk and i'm enjoying the city), comprei, vi uma exposição, comi pastéis de belém, fui à matiné ver o essential killing, ufa, CINEMA CA#&%#"!. gostei. mesmo muito. filho da mãe do Vincent Gallo que é racista e republicano mas é um raio dum grande actor. e créditos, muitos, ao realizador.
ainda assim, com mais dois dias de férias no prelo meti-me a caminho da casa da mamã e por Lx passeei (yes, my name is silk and i'm enjoying the city), comprei, vi uma exposição, comi pastéis de belém, fui à matiné ver o essential killing, ufa, CINEMA CA#&%#"!. gostei. mesmo muito. filho da mãe do Vincent Gallo que é racista e republicano mas é um raio dum grande actor. e créditos, muitos, ao realizador.
prontos. em agosto há mais. e só mais tarde, a terceira parte meus amigos. the special one. stay tunned. or not.
nota: para as famílias que já mo apontaram, o "prontos" foi intencional, ok?;)
sábado, julho 02, 2011
quinta-feira, junho 23, 2011
terça-feira, junho 21, 2011
Na Univ de Évora
Colóquio
"Resistências ao poder, histórias atlânticas e cultura do universal"
(NICPRI.UÉ)
Dia 22 de Junho, sala 110 do CES às 15 h
- Roberta Guimarães Franco (Universidade Federal Fluminense): O problema contemporâneo da leitura de António de Oliveira de Cadornega, um soldado-historiador na Angola do século XVII.
- Ângelo Adriano Faria de Assis (Universidade Federal de Viçosa): A Inquisição portuguesa e a perseguição ao criptojudaísmo. Fragmentos da resistência judaica sob o olhar do Santo Ofício.
- Marco Antônio Nunes da Silva (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia): Cotidiano e resistência nos cárceres inquisitoriais.
- Silvério da Rocha Cunha (Universidade de Évora): O pensamento do universal em Léopold Senghor. Sua actualidade num mundo fragmentado.
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