terça-feira, julho 12, 2011

inside job

só o vi hoje, ao ar livre, com a lua por trás da tela, embrulhada numa manta. descrito o cenário, avanço para os efeitos secundários: a dada altura só me ria, perto da gargalhada, com as respostas ridículas dos CEO's dos grandes bancos e seguradoras americanos, sim os tais responsáveis pela bolha e crise actuais. a dada altura penso: "esta merda é tão má, tão óbvia e tão evidente...mas certo é que continuamos a legitimar estes gajos e os seus jactos privados, mansões por tudo quanto é pedaço de terra, rendimentos anuais insultuosos, consumo de drogas e putas de luxo do pequeno almoço ao jantar, e mais... aos senhores doutores de harvard e columbia, sentados nas suas cátedras durante o dia e durante o dia restante a dar conselhos a estes CEO's e ao Sr. Bush, Sr. Clinton, Sr. Obama, a desenhar os modelos económicos ultra-liberais e sem regulação que tanto lhes enchem as contas bancárias, continuamos a dar ouvidos como se fossem donos de uma só verdade. a promiscuidade da tríade indústria financeira-governos-universidades é obscena e insultuosa à inteligência humana. e pior: continuam a ser estes seres abjectos a "sustentar" uma economia que mexe, todos os dias, nas vidas de todos nós. todos. agora, vou só ali vomitar um bocado, antes de me deitar. e tentar não sonhar com este pesadelo que é viver à mercê de tipos assim. 
(não seria tão mais simples, tão mais fácil se fosse apenas.. ignorante? diz-se por aí que são os mais felizes)

sábado, julho 09, 2011


quarta-feira, julho 06, 2011

férias - parte I

curtas, calmas (!), saborosas. começaram muiiiito a abrir, numa louca noite de copos, dança, música, amigos e depois desconhecidos que se conhecem (gajos) e beijos sem significado que se trocam (gajos) como se tivesse de novo 16 anos e de vez em quando sabe bem ter de novo 16 anos e assim esquecer a letargia do campo, por algumas horas. cá a mim soube-me bem pela maluqueira, por me desprender, por ninguém me conhecer e observar, fui decadente mas muito senhora! beijos sim, mas com decoro. já não tens idade para andar aos beijos em discotecas com tipos que nunca viste antes... só me apetecia rir e dançar e ouvir elogios bêbados que se baralham no dia seguinte (é, fazia-me bem namorar, prontos, mas isto não é quando faz bem é quando calha). sempre me atraiu o bas fond, e o cais do sodré foi o meu bas fond de início da parte I das minhas férias deste ano.  depois, bem....depois a calmaria. mas antes, o resto do fim de semana em casa de desconhecidos (meus) simpáticos, e um passeio pela bela Óbidos.
depois a praia, vento, carro atolado na areia (que grande, grande, grande cromice oh mas lindo lindo! foi estúpido, idiota, caricato, dei cabo das mãozinhas a tirar a areia debaixo dos pneus, oh, lindo, eram quê? 2 da manhã? que tontice, enfiar o raio do carro na areia, hahahaha, o que vale é que também deu grande risota (a melhor parte foi aquela em que a nave espacial e os marcianos apareceram para comunicar connosco enquanto esperávamos dentro do carro com as luzes dos barcos de pesca em pano de fundo..) e lá demos asas à nossa faceta MacGyver - juro que não entendo porque não funcionou, fizemos tudo científicamente, estratégia e inteligência, rapidez e.....e pronto, tinha de haver uma aventurazinha de tótós a meio que custou bem caro (enorme chulice esta dos reboques e das seguradoras: vómito, vómito, vómito, blarghhhh!...) e quem se mete em atalhos não sóbria, mete-se em trabalhos, pois concerteza! 
viva as praias dos surfistas, a Supertubos em Peniche tem um nome feio como tudo mas bem me soube estar ali naquela imensidão, e o mar estava tão calminho que tubos nem vê-los, aliás, havia um gajo, um único gajo a surfar (eu fazia aquilo, eu fazia sim senhora! coff!!...) e foram os melhores - eu diria os únicos? - mergulhos de mar destes dias. a Ericeira tem aquela praia belíssima de Ribeira d'Ilhas, sim tem, bonito pôr do sol que apanhámos, mas a noite era uma merda, ou tivemos azar...come-se bem no Gafanhoto, benditas velhotas (locals, usando a terminologia dos surfs) que nos deram a dica, e penso mesmo que foi o melhor da estadia, isso e acordar de manhã e ter o mar à frente dos meus olhinhos e comer ao pequeno almoço com eles postos no azul! já a zona, está cheia de velhas dondocas a tomar pequenos-almoços nas esplanadas e com sotaque lisboeta daquele que irrita um bocadinho, e não achei - com excepção do Gafanhoto onde prolongámos a janta para lá do fecho da casa, com os empregados a deixarem-nos à vontade para acabar o (excelente!) tinto da casa enquanto se entretinham numa cartada entre eles - particularmente as gentes com quem falei (entenda-se, cafés e lojas) particularmente simpáticas. adeus Ericeira, até um dia destes. interior, praias fluviais, quais?, onde? hmmm, demorou mas lá fomos. passámos na Lourinhã na ída. dinossauros. museu. depois, alcanena. praia fluvial. belos caracóis e pica-pau à beira rio, fim de tarde e vamos embora, alcanena é um deserto e o parque de campismo: encerrado. Constância, próximo destino. o parque de campismo não aceitava cães. fiquei pior que estragada. o Dentuça pernoitou a poucos metros de nós, mas do lado de lá da rede, isto para não o deixar no carro. não gostei, não vou voltar. de Constância, aproveita-se a zona ribeirinha. e a feira medieval que há uns anos me levou até lá. bem, depois, continuando para o interior, epá Abrantes - quem se lembra de ir a Abrantes nas férias?.. - e foi a surpresa. Pensão Estrelinha com uma espécie de Família Adams a gerir a coisa (estou a exagerar, o velhote meio mouco e de estranhas feições sentado à entrada e o cão que não mexia um músculo prostado na porta, não chegam né?) e lá ficámos num quarto gigante, roupinha bem limpa e cheirosa e...surpresa! aceitavam cães, yupi!, é que, em Abrantes o parque de campismo também estava encerrado. a noite abrantina é...como direi?....castiça não é o melhor termo, mas enfim, fica castiça, valeu a casa de pasto com os abafados que lá provámos. de resto....forget it. o concerto na praça principal foi confrangedor, salvo pela esplanada do café central muito animada mas...enfim, que esperávamos de Abrantes? eu, honestamente, nada pelo que tudo o que veio foi um acréscimo. a cidade tem partes bonitas. sunday back to Évora para curtir a penúltima noite da feira de s. joão mas aqui a menina sentiu-se mal, do físico e da psique e não tirou o pézinho de casa nem com sms dos amigos a puxar. TPM? talvez. ah mas antes de chegarmos a Évora, paragem na barragem de Belver, praia fluvial de Ortiga. um dos spots (sim, andar nas praias do surf alterou o meu vocabulário) eleitos destes dias.
ainda assim, com mais dois dias de férias no prelo meti-me a caminho da casa da mamã e por Lx passeei (yes, my name is silk and i'm enjoying the city), comprei, vi uma exposição, comi pastéis de belém, fui à matiné ver o essential killing, ufa, CINEMA CA#&%#"!. gostei. mesmo muito. filho da mãe do Vincent Gallo que é racista e republicano mas é um raio dum grande actor. e créditos, muitos, ao realizador.
prontos. em agosto há mais. e só mais tarde, a terceira parte meus amigos. the special one. stay tunned. or not.


nota: para as famílias que já mo apontaram, o "prontos" foi intencional, ok?;)

sábado, julho 02, 2011


















quinta-feira, junho 23, 2011

what is terrorism?


[ost, the national]
...e dançar, dançar, zonza no ar
dançar, no chão da casa, em pontas dos pés, sem tropeçar
sorrir e olhar o alto, dançar com o teu som, e sorrir 
e dançar

dancei na tua música e sei 
da felicidade 
dançar


terça-feira, junho 21, 2011

Na Univ de Évora

Colóquio
"Resistências ao poder, histórias atlânticas e cultura do universal"
(NICPRI.UÉ)
Dia 22 de Junho, sala 110 do CES às 15 h

  • Roberta Guimarães Franco (Universidade Federal Fluminense): O problema contemporâneo da leitura de António de Oliveira de Cadornega, um soldado-historiador na Angola do século XVII.
  • Ângelo Adriano Faria de Assis (Universidade Federal de Viçosa): A Inquisição portuguesa e a perseguição ao criptojudaísmo. Fragmentos da resistência judaica sob o olhar do Santo Ofício.
  • Marco Antônio Nunes da Silva (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia): Cotidiano e resistência nos cárceres inquisitoriais.
  • Silvério da Rocha Cunha (Universidade de Évora): O pensamento do universal em Léopold Senghor. Sua actualidade num mundo fragmentado.


domingo, junho 19, 2011







ponto final.








sábado, junho 18, 2011

coisas



Coisas que penso que sinto não digo não posso ou posso e não penso se quero mesmo dizer. Coisas, para dar, não sei se quero se queres, se devo, sem saber se as queres de mim. Coisas, para ti, como um mimo no teu cabelo a minha mão e eu não tenho, agora não, coisas maiores, coisas belas, coisas leves, apenas mãos no teu cabelo, sobre a tua cabeça, um toque meio a medo por não saber se irás gostar das coisas que tenho e quero dar. Coisas, que precises, não de mim não faz mal, se outra for e porque é, são coisas que precisas não minhas, mas há coisas que eu quero deixar. Coisas, para ti, um beijo, um sorriso, fecho os olhos e vou-me embora, não penses, não desesperes, tudo vai ficar bem, toma, uma coisa, só esta, incondicional, só assim de mim para ti sentido único não faz mal, é assim, são as coisas da vida feitas disto também, não se escolhe, não escolhemos, mas eu posso dar-te isto, estas coisas sem esperar de outras coisas, de ti, de quem quer que seja há coisas que são apenas isso, coisas e outras há que são as coisas e enchia a vida delas p’ra te dar, mas só te deixo esta agora, aqui, no meu jeito sem jeito de tanta coisa p'ra tanta coisa, fica de mim esta coisa, meiga, para ti.

uma voz na pedra

" Não sei
se respondo ou se pergunto.
Sou uma voz que nasceu na penumbra do vazio.
Estou um pouco ébria e estou crescendo numa pedra.
Não tenho a sabedoria do mel ou a do vinho.
De súbito ergo-me como uma torre de sombra fulgurante.
A minha ebriedade é a da sede e a da chama.
Com esta pequena centelha quero incendiar o silêncio.
O que eu amo não sei. Amo em total abandono.
Sinto a minha boca dentro das árvores e de uma oculta nascente.
Indecisa e ardente, algo ainda não é flor em mim.
Não estou perdida, estou entre o vento e o olvido.
Quero conhecer a minha nudez e ser o azul da presença.
Não sou a destruição cega nem a esperança impossível.
Sou alguém que espera ser aberto por uma palavra. "

antónio ramos rosa

quarta-feira, junho 15, 2011





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tilt



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segunda-feira, junho 13, 2011



Esta noite o vento ceifa os bosques


Esta noite o vento ceifa os bosques e

uma raiva sacode a terra. Se a voz

do mar chamasse pelas velas, os estreitos

aguardariam um naufrágio. E se dissesses

o meu nome eu morreria de amor.

 

Devo, por isso, afastar-me de ti ― não

por ter medo de morrer (que é de já não

o ter que tenho medo), mas porque a chuva

que devora as esquinas é a única canção

que se ouve esta noite sobre o teu silêncio.

 


Maria do Rosário Pedreira

 
 
 
 

sexta-feira, junho 10, 2011

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terça-feira, junho 07, 2011

arriscar


um dia escrevi-te
sem saber se me lias, escrevi aqui para ti.
pedi-te o mundo, como se ele fosse acabar. 
que não te pesaria de mo ofereceres, assim. 
pedi o teu hálito perto da minha face, deixares-me, em silêncio, contemplar-te. 
prometi que um dia te diria tudo aquilo que então ainda não podia dizer-te, que irias perder-te no meu toque no meu afagar. 
que iria colar-te se te quebrasse(s), porque sou igual a ti e ainda não sabes. 
agora escrevo porque é mais forte contar-te, que o teu nome trouxe-o o vento da tarde.
nada sei de um desejo pelo meu coração acanhado, sei que há nele agora um lugar para o teu. 
um sopro doce e antigo abriu-me um gostar que deixou de ser latente.  
emoção que já não é dormente porque agora, dos beijos, os teus, veio um meigo despertar. 
e não devo mais esconder-me de nós, assim. 
que perco afinal, que mal me vem se te disser que há muito um segredo, este segredo só meu já não faz mais sentido também pode ser teu? 
se não sei ser frontal por um medo maior, também sei que a Razão, ah, a Razão não deve tolher, quem sabe? um outro amor. 
por isto eu escrevo, há um desejo calmo de um sinal, o teu. 
desta mente cansada que puxa e refreia o que o meu coração anseia, assim, se agora for não também podes, um dia, escrever(me) um sim.

sexta-feira, junho 03, 2011

atracção


Dan Ariely: Adaptive Responses from PopTech on Vimeo.


encontrei-o na apreciada abarrigadeumarquitecto, e achei-o muito bom.

quinta-feira, junho 02, 2011

e afinal és mais
(que pudor, senhores!...)
tudo isso que há pouco te disseste
que percebeste, sentiste 
aquilo tudo que então soletraste
[e a tua voz, menina moça, soa tão bem quando assim sentes...]
não vais escrevê-lo, para quê?!
vaidosa letra e até não és
só precisas de te lembrares do sim
de aceitares tudo de novo uma outra vez
de seres o sol um arrepio a sensação
e dos sentidos arrancares toda a Razão

quarta-feira, junho 01, 2011

sorte

agora é urgente que se pintem novas cores
nas caras
se mudem
as expressões se vistam
de outros trajes os poemas
quando agora é vital cartear
no mundo
desatento o que
olvidavas no dizer(te)

do combate desmedido em teu
coração periclitante e forte
já não escondes o que é iminente
esconder(te)
se é agora imperioso 
o Norte.

segunda-feira, maio 30, 2011

?

não faço a mínima ideia do que aconteceu ao template e porque me desapareceram as mensagens restantes da página inicial. não mexi em nada - que me lembre - e agora isto está assim. se calhar tenho poderes mágicos desconhecidos, alinhados no meu subconsciente.